Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram o ataque que deixou dois jovens mortos em novembro do ano passado, no bairro Redenção, em Vitória. As vítimas foram identificadas como Pedro Henrique de Araújo da Costa e Cauã Souza Guimarães, ambos de 18 anos.
A Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória concluiu o inquérito que investigava o duplo homicídio e prendeu, em fevereiro deste ano, um dos envolvidos no crime, Leonardo Henrique Araújo da Silva, conhecido como “Leleo”, de 24 anos. O outro suspeito, Douglas de Souza Borges, vulgo "Droguinha", de 28 anos, está foragido.
Segundo o delegado adjunto da DHPP de Vitória, George Zan, a motivação do crime está ligada à disputa pelo tráfico de drogas na região.
De acordo com a investigação, Leonardo e Douglas — apontado como autor dos disparos — são aliados da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Os dois seriam antigos moradores da região, mas teriam sido expulsos após a expansão territorial do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Desde então, tentavam retomar o controle do tráfico na região da Grande São Pedro.
Na época do crime, Pedro Henrique seria o responsável pela venda de drogas na localidade conhecida como “BDO”, onde estava acompanhado de Cauã no momento do ataque.
“Os dois elementos chegaram a bordo de uma motocicleta, pilotada pelo Leonardo, e o Douglas efetuou diversos disparos contra Pedro Henrique, a maioria na cabeça. Cauã corre, mas é perseguido”, explicou o delegado George Zan.
Segundo a Polícia Civil, Pedro Henrique foi atingido por 12 tiros, enquanto Cauã foi baleado 11 vezes.
Leonardo foi preso enquanto participava de um churrasco no bairro Santa Martha, em Vitória. Agora, a polícia busca informações que levem à localização de Douglas.
“O Douglas tem um histórico criminal vasto. Desde quando era menor, já se envolvia em diversos crimes de homicídio e tráfico de drogas naquela região da Grande São Pedro”, afirmou o delegado adjunto da DHPP de Vitória.
Denúncia anônima
Caso tenha informações que possam ajudar a Polícia Civil, denuncie pelo site disque-denuncia (clique aqui) ou pelo telefone 181. O anonimato é garantido.