Um vídeo extraído dos celulares de suspeitos de matar Ângelo Gabriel Martins, de 14 anos, ajudou a Polícia Civil a identificar e prender uma terceira pessoa envolvida no crime, ocorrido em 18 de junho deste ano, na praça de Itararé, em Vitória. Fredy Maicon Teodoro Rafalski, de 19 anos, foi encontrado em Nova Almeida, na Serra, no último dia 4.
Segundo a polícia, as imagens retiradas dos celulares de Augusto Cezar Tosta Espindula, de 24 anos, e de um adolescente também envolvido no caso, ajudaram a esclarecer o homicídio. Nelas, os suspeitos conversavam sobre a situação e exibiam a arma que, segundo a investigação, foi utilizada para matar Ângelo.
Os outros dois suspeitos haviam sido presos no dia 9 de julho, em Jacaraípe, também na Serra. "Na ocasião, eles também foram autuados em flagrante. Estavam com um grande tablete de maconha, material para embalar drogas e balança de precisão", afirmou o delegado Ramiro Diniz, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória.
De acordo com Ramiro, os suspeitos integram o Terceiro Comando Puro (TCP), enquanto Ângelo seria ligado ao Primeiro Comando de Vitória (PCV). Segundo a investigação, o homicídio teria sido motivado pela disputa entre grupos rivais pelo tráfico de drogas.
Ainda segundo a Polícia Civil, Ângelo e os suspeitos já se conheciam e trocavam ofensas nas redes sociais, além de serem ligados a facções rivais.
As investigações também apontaram a dinâmica do homicídio. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (15), Ramiro informou que o caso começou quando o adolescente envolvido no crime viu Ângelo vendendo drogas na praça de Itararé, na manhã do dia 18 de junho.
Segundo o delegado, o adolescente foi até a comunidade da Engenharia e avisou Fredy e Augusto de que a vítima estava no local. Com a informação, os três foram à praça e executaram o crime.
Ainda de acordo com Ramiro, Augusto foi quem apertou o gatilho.
"Augusto foi o executor do crime e Fredy deu a cobertura para ele durante a execução. Em seguida, os três correram em direção à Engenharia para esconder a arma. Depois, caminharam até o bairro Santa Lúcia, pediram um carro por aplicativo e fugiram para a Serra", complementou.
A reportagem tenta localizar a defesa dos envolvidos no crime. O espaço segue aberto para manifestação.