Um traficante de 39 anos foi preso em uma casa de luxo, no interior de Itapemirim, no Litoral Sul do Espírito Santo, pela Polícia Civil durante a Operação Pacificação, realizada na manhã desta quarta-feira (30). Ele estava em prisão domiciliar e é investigado suspeito de ser um dos maiores abastecedores do tráfico da região. Com ele e com um jovem de 25 anos, a corporação encontrou drogas e material para embalar entorpecentes.
Segundo a Polícia Civil, o indivíduo de 39 anos, que não teve o nome revelado, foi preso por meio de mandado de prisão em uma casa de padrão luxuoso, com piscina e área gourmet, na localidade de Campo Acima, em Itapemirim. No local, foram encontrados diversos recibos de compras de imóveis, que foram apreendidos para averiguação por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico.
De acordo com o delegado Djalma Lemos, titular da Delegacia de Itapemirim, o traficante tem extensa ficha criminal e estava em prisão domiciliar no Estado de Minas Gerais pelo crime de tráfico de drogas. Há cerca de dois anos, ele foi preso com aproximadamente 300 kg de maconha trazidos do Paraguai. A droga seria distribuída na Região Sul do Espírito Santo.
Já o segundo preso por tráfico de drogas foi localizado em Graúna. Em setembro, ele foi visto com grande quantidade de drogas e armas, mas conseguiu fugir da abordagem. Além de combater o tráfico, conforme o delegado de Itapemirim, Djalma Lemos, a Operação Pacificação teve o objetivo de trazer segurança à localidade.
“Investigamos que grupos de traficantes estavam dominando a comunidade, impondo restrições aos direitos de ir e vir dos cidadãos e mantendo intensa traficância. A investigação a outros elementos da quadrilha continua”, explicou o delegado. Os presos foram conduzidos para o Centro de Detenção Provisória de Marataízes.
A ação começou durante a madrugada e contou com a Polícia Militar, da Guarda Municipal de Marataízes e Itapemirim, além de agentes da Secretaria da Justiça (Sejus). Os dois suspeitos foram autuados por tráfico de drogas e encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.