Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Após denúncia

Técnica é demitida suspeita de usar diploma falso de enfermeira no ES

Hospital Municipal de Castelo, onde a profissional atuava, disse que ela tinha sido promovida havia quatro meses após apresentar documentação de ensino superior

Publicado em 16 de Maio de 2024 às 13:51

Beatriz Caliman

Publicado em 

16 mai 2024 às 13:51
Técnica de enfermagem é flagrada exercendo cargo de enfermeira em hospital de Castelo
Técnica de enfermagem é flagrada exercendo cargo de enfermeira em hospital de Castelo Crédito: Coren
Uma técnica em enfermagem de 30 anos foi demitida por suspeita de usar diploma falso e exercer ilegalmente o cargo de enfermeira no Hospital Municipal de Castelo, no Sul do Espírito Santo. O caso foi descoberto na última quarta-feira (15). Segundo o diretor do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES), Douglas Lírio Rodrigues, a situação veio à tona após denúncia à entidade.
Polícia Militar informou que representantes do Coren-ES procuraram a corporação para informar que a técnica em enfermagem estaria atuando ilegalmente no plantão do hospital. Diante do fato, uma equipe foi à unidade, com os denunciantes, onde a profissional foi flagrada com a identificação de enfermeira, atendendo um paciente.
Segundo a PM, por se tratar de uma contravenção penal, a mulher foi conduzida à sede da 3ª Cia da Polícia Militar, em Castelo, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), se comprometendo a comparecer à sala de audiência do Juizado Especial Criminal da Comarca de Castelo para prestar esclarecimentos.
O diretor do Coren-ES, Douglas Lírio Rodrigues, explicou que a mulher possui somente registro de técnica em enfermagem junto ao Conselho. Segundo ele, ela responderá ética e criminalmente pelo exercício ilegal da profissão de enfermeira. Ao final do processo de ética, a profissional também pode perder o registro de técnica.

O que diz o hospital

A direção do Hospital Municipal de Castelo demitiu a funcionária, segundo a prefeitura – responsável pela unidade. Procurada, em nota, a administração municipal informou que o caso está sob investigação interna e que a profissional, que era técnica de enfermagem, foi promovida há quatro meses como enfermeira com base em documentos e no registro provisório do Coren-ES, apresentados por ela na unidade.
“O município aguarda o posicionamento do Coren-ES quanto à melhoria do sistema de controle dos seus profissionais para que sejam evitados novos casos, como tem sido noticiado em todo Estado”, informou a Prefeitura de Castelo.

O que diz o Coren-ES

Em entrevista à reportagem de A Gazeta, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES), Wilton Patrício, informou que, apesar do que foi informado pela prefeitura, a profissional denunciada não tem nenhum registro de enfermeira junto ao Conselho, nem provisório. “A lei do exercício profissional de enfermagem disciplina de forma clara os procedimentos privativos e exclusivos do enfermeiro, profissional que possui graduação no curso de enfermagem. Para o profissional de enfermagem exercer a profissão, não basta possuir diploma, é necessário possuir inscrição perante o Coren/ES”, informou.
Em relação aos questionamentos da prefeitura sobre melhorias no sistema de controle do Conselho, o presidente informou que não há necessidade de melhoria e sim um cuidado maior no momento da contratação do profissional. Segundo o presidente, os órgãos precisam conferir se o candidato tem o registro no Coren e pedir também uma certidão de "Nada Consta", para verificar se houve alguma ocorrência envolvendo a profissional.
O presidente explica que, hoje, para a pessoa conseguir o registro de enfermeiro, ela precisa apresentar o diploma do curso superior. Caso o profissional tenha feito o curso, mas ainda não tenha diploma, ele pode apresentar um certificado provisório que tem validade de um ano. “Nesse caso específico, no momento da contratação, a prefeitura não solicitou o registro dela no Coren-ES. Se tivessem solicitado, veriam que ela não tinha nenhum registro de enfermeira, só de técnica de enfermagem”.

Investigação

Em boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar consta que, após a denúncia, o Conselho Regional de Enfermagem apurou com instituições de ensino superior que a mulher não havia concluído nenhum curso correspondente às documentações que ela apresentou, sendo os documentos supostamente falsos. Segundo o presidente Wilton Patrício, em uma das instituições, a profissional até teria iniciado os estudos, mas em nenhuma concluiu.
Sobre a continuidade da investigação, a Polícia Civil disse que a ocorrência foi encerrada pelos militares com um Termo circunstanciado de ocorrência (TCO), não sendo entregue na delegacia. A reportagem questionou a corporação se haverá abertura de um inquérito, mas o questionamento não foi respondido.
Ainda sobre a investigação, o presidente do Coren-ES informou que apresentaram o caso na Polícia Militar solicitando apoio na ocorrência e os militares decidiram emitir o TCO. "Uma vez lavrado o TCO, o mesmo é encaminhado ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia em desfavor do autor do crime", informou o presidente.
A técnica de enfermagem envolvida no caso foi procurada pela reportagem de A Gazeta, mas não quis se posicionar sobre o assunto.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
4 simpatias poderosas para manter o brilho e a autoestima
Imagem de destaque
Por que diretor da Anthropic está pedindo freio no desenvolvimento da IA
MPES investiga irregularidades nos cuidados de animais na Pedra da Cebola
MPES aponta falhas no cuidado com animais na Pedra da Cebola

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados