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Quatro mortos

Saiba quem são as vítimas da chacina em ilha na Baía de Vitória

Os homens foram assassinados na Ilha Dr. Américo de Oliveira, que fica na região de Santo Antônio, na tarde desta segunda (28). Uma quinta vítima ficou ferida

Publicado em 29 de Setembro de 2020 às 12:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 set 2020 às 12:31
Ilha Dr.Américo de Oliveira, em Vitória, onde quatro jovens foram mortos
Ilha Dr. Américo de Oliveira, em Vitória, onde quatro jovens foram mortos Crédito: Vitor Jubini
Os quatro jovens mortos em uma chacina na Ilha Dr. Américo de Oliveira, em Vitória, nesta segunda-feira (28), já foram identificados. Wesley, Yuri, Pablo e Vitor estavam na ilha, acompanhados de mais quatro rapazes, que conseguiram escapar com vida. O grupo aparece em um vídeo, gravado no local do crime, momentos antes da execução. Desses oito, dois estavam em pontos mais afastados da ilha e não aparecem no vídeo. 
Abaixo, veja o que se sabe até agora sobre cada um deles.

Victor da Silva Alves, 19 anos

Wesley era marítimo, assim como o pai. Segundo o pai dele, o jovem trabalhava em um rebocador de navios e tinha um barco que costumava fazer o trajeto entre a orla de Santo Antônio e a Ilha Dr. Américo. Nesta segunda (28), de acordo com vizinhos, amigos teriam ido até a casa dele, pedindo para que ele os levasse até a ilha para um passeio. A partir daí, o pai diz não saber mais o que aconteceu. "Eu trabalho embarcado, assim como meu filho, e vim visitá-lo hoje (28). Desembarquei, vindo da Bahia, e logo recebi a ligação da mãe dizendo o que havia acontecido", disse o pai de Wesley, que não quis se identificar. O pai afirmou ainda que o jovem não tinha envolvimento com o tráfico de drogas. 
Aos 23 anos, Yuri trabalhava como auxiliar de produção em uma empresa terceirizada, mas perdeu o emprego durante a pandemia de Covid-19. Em conversa com a reportagem da TV Gazeta, a mãe disse que o filho sempre foi trabalhador e não tinha envolvimento com crimes. Uma tia do rapaz contou ainda que ele costumava ir à ilha onde o crime aconteceu, muitas vezes acompanhado de amigos de infância.
Pablo chegou a ser socorrido de barco pelo próprio tio, que ouviu o barulho dos disparos na ilha e foi ao local. O rapaz deu entrada no Pronto Atendimento de São Pedro, mas já chegou morto na unidade.
Vitor foi a última vítima a ser identificada. A mãe do jovem confirmou a morte do rapaz no final da manhã desta terça-feira (29) e, em conversa com a reportagem da TV Gazeta, afirmou que ele já foi preso por envolvimento com o tráfico de drogas.

SOBREVIVENTE DIZ QUE NÃO VIU QUEM ATIROU

Além dos quatro mortos, um homem levou dois tiros nas costas e também deu entrada no Pronto Atendimento de São Pedro, após ser socorrido pelo outro colega que também escapou. A vítima baleada foi transferida, posteriormente, para o Hospital São Lucas. O sobrevivente, que é menor de idade, afirma que estava pescando no local e não viu quem efetuou os disparos.  Ao todo, oito vítimas estavam na ilha. 

OITO PESSOAS

De acordo com a polícia, oito pessoas estavam no grupo das vítimas que foram à ilha – quatro desses homens foram mortos, um ficou ferido e foi levado ao hospital e os outros três conseguiram escapar. Um desses três que escaparam é o homem que foi sequestrado e colocado no porta-malas de um carro. "Dois estavam mais distantes, em extremidades, e não foram visualizados pelos homens que chegaram para o ataque. Um desses dois conseguiu ir embora e o jovem sequestrado, quando chegou na margem, foi capturado por amigos daqueles que morreram achando que ele era o x9", explicou Ramalho.

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