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Tragédia em Linhares

Prontuário de pastor não relata queimaduras

George Alves foi atendido em hospital de Linhares horas após a tragédia. Prontuário médico vazou na internet

Publicado em 05 de Maio de 2018 às 21:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 mai 2018 às 21:33
Pastor George Alves foi preso na manhã de sábado (28) Crédito: Frideberto Viega | TV GAzeta
O prontuário médico do pastor George Alves no Hospital Geral de Linhares (HGL), atendido  na manhã de 21 de abril, poucas horas após um incêndio que provocou a morte dos meninos Kauã e Joaquim - respectivamente enteado e filho do suspeito -, não traz nenhuma informação sobre queimaduras. O documento vazou na internet neste sábado (5).
Segundo o prontuário, George disse que inalou fumaça, e uma anotação informa que ele “está em choque”. O pastor não relatou ter sofrido queimaduras. No entanto, em entrevista dois dias após a tragédia, ele contou que, na tentativa de salvar os meninos, teve queimaduras nos cílios e nos pés. Já o exame de lesão corporal apontou uma pequena bolha do tamanho de uma moeda em um dos pés dele.
Prontuário de pastor não relata queimaduras
O prontuário aponta que George foi atendido às 6h14 do dia 21 de abril. Além disso, mostra que o pastor se queixou de "crise de nervos" e avisou que é diabético. No documento, está escrito "o paciente relata perda de dois filhos em acidente com fogo".
Procurada, a assessoria da Prefeitura de Linhares confirmou que o prontuário vazado é oficial e esclareceu que o documento tem caráter sigiloso. Além disso, informou que uma cópia do Boletim de Atendimento de Urgência foi fornecida para ser anexada ao inquérito policial, atendendo a uma determinação da Justiça.
A nota ainda pontua que "apenas as autoridades policiais e os advogados que atuam no caso poderiam ter tido acesso ao conteúdo do documento". A assessoria também informou que uma sindicância interna será aberta para apurar o vazamento do prontuário.
"Caso fique comprovado o envolvimento de qualquer profissional do HGL, a direção irá tomar as medidas administrativas necessárias em torno do caso, que podem resultar em pena de demissão e remessa de cópia do processo administrativo ao Ministério Público do ES para apurações criminais", ressalta a nota da prefeitura.
A prisão
George está no Centro de Detenção Provisória de Viana II, após pedido de prisão preventiva expedido pelo juiz Grécio Grégio. Autoridades afirmam que o pastor estava atrapalhando as investigações sobre o incêndio que vitimou as duas crianças.
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