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Caso Jonas Soprani

Primeiro réu é condenado a 59 anos de prisão pela morte de ativista em Linhares

Apontado como intermediário no crime, Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior foi condenado por homicídio triplamente qualificado, em julgamento na terça-feira (16)

Publicado em 17 de Junho de 2026 às 09:28

Adrielle Mariana

Publicado em 

17 jun 2026 às 09:28
Da esquerda para a direita: Genebaldo Júnior e Jonas da Silva Soprani
Genebaldo da Fonseca Júnior foi apontado como responsável por indicar os executores do assassinato de Jonas Soprani Arquivo AG

Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, de 30 anos, foi o primeiro réu condenado a 59 anos e seis meses de prisão pela morte do ativista Jonas Soprani, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O julgamento aconteceu na terça-feira (16). Na denúncia apresentada pelo Ministério Púbico do Espírito Santo (MPES), Genebaldo é apontado como intermediário no crime ocorrido em junho de 2021, sendo responsável por indicar os executores e por ajudar a ocultar provas após o assassinato. 


A sentença foi definida durante a sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidiu pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, com emprego de meio cruel ou que possa resultar perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima).


Ainda segundo o MPES, Genebaldo também foi condenado por tentativa de homicídio, com as mesmas qualificadoras, contra Jose Roberto Bobbio, porte ilegal de arma e asssociação criminiosa. José Roberto estava no mesmo bar que Jonas e foi atingido por um disparo na perna. 


Os demais réus envolvidos no caso – Waldeir de Freitas Lopes (mandante), Cosme Damasceno (intermediário) e José Natalino Santos Mendes (executor) – aguardam julgamento de recursos apresentados pelas defesas ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), de acordo com o Ministério Público.

Relembre o crime 

Jonas da Silva Soprani, de 48 anos, foi morto com vários tiros em um bar no bairro Novo Horizonte, em Linhares, em junho de 2021.


Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) e encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A segunda vítima, identificada como José Roberto Bobbio, foi atingida por um tiro na perna e também foi encaminhado para atendimento médico.


Jonas ficou conhecido pelas redes sociais por publicar vídeos mostrando a fiscalização do trabalho da Prefeitura e da Câmara Municipal na cidade. 

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