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Polícia Civil de Minas Gerais disse que a prisão ocorreu em território mineiro, mas que, como as investigações e a operação foram conduzidas pela Polícia Civil capixaba, não poderia informar como foi a ação. Durante coletiva de imprensa para anúncios na área da Segurança Pública, o governador do
Espírito Santo,
Renato Casagrande, confirmou que o condutor do carro usado no crime foi identificado.
Casagrande destacou que não há só um envolvido na execução: "Tem o motorista, a pessoa que fez a execução e tem certamente outras pessoas, então é um crime planejado, premeditado, não aconteceu de repente, então é um crime mais difícil de desvendar".
A Polícia Civil do Espírito Santo foi procurada por A Gazeta, mas não detalhou como chegou ao suspeito, e nem qual foi a participação dele no crime. Veja abaixo a nota na íntegra:
Wallace era proprietário da GlobalSys, focada em software, e levou um tiro na cabeça ao chegar perto de seu carro, um BMW, após sair da sede da empresa. O automóvel usado para cometer matar o empresário foi encontrado na terça-feira (10), no mesmo bairro onde o caso aconteceu. Confira abaixo a linha do tempo preparada por A Gazeta:
14h40: Wallace estava na empresa dele, a Globalsys, quando um Fiat Pulse chega ao local e estaciona perto do veículo do empresário, na rua Professor Telmo de Souza Torres, lateral à Avenida Champagnat. Ninguém desce do automóvel. Lá dentro, estava o atirador. Ele fica aguardando por cerca de duas horas.
16h44: Wallace sai da empresa. Segundo testemunhas, ele estava a caminho de sua BMW, falando ao telefone, quando assassino parou o Fiat Pulse ao lado dele e o atirador, que estava no banco traseiro, disparou.
Socorro: Amigos de Wallace socorreram o empresário, colocando a vítima em um carro. A
Polícia Militar foi abrindo caminho até o Hospital Praia da Costa, mas o homem não resistiu.
Placa clonada: O veículo passou por perícia e, naquele mesmo dia, a Polícia Civil já adiantou que o carro estava com uma placa clonada.
Missa: a missa de sétimo dia de Wallace aconteceu na noite de domingo (15), em uma paróquia na Praia da Costa.
Prisão: A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que um suspeito de envolvimento no crime foi preso em território mineiro, no entanto, a ação tinha sido conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. Questionada, a corporação capixaba informou apenas que "o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha e detalhes da investigação não serão divulgados, no momento".