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Preso durante jogo

Preso na Copa, bandido que assaltou Correios no ES aguarda extradição

Rodrigo Vicentini foi preso durante jogo da seleção contra a Costa Rica; ele é acusado de participar de roubo à agência dos Correio

Publicado em 24 de Junho de 2018 às 16:12

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 jun 2018 às 16:12
Rodrigo Vicentini foi preso na Rússia, durante jogo do Brasil contra Costa Rica Crédito: Divulgação | Polícia Russa
O brasileiro que estava foragido e foi preso durante um jogo da seleção brasileira na Rússia vai aguardar seu processo de extradição em São Petersburgo. Informações prestadas pelas autoridades brasileiras na Rússia indicaram que Rodrigo Vicentini, se condenado, poderia pegar uma pena de treze anos de prisão.
A operação ocorreu no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, antes da partida entre Costa Rica e Brasil. O homem, de 31 anos, teve o mandado de prisão preventiva decretado pela 1° Vara Federal Criminal do Espírito Santo pela suspeita de participação no roubo de uma agência dos Correios no município de Itarana, em 22 de março de 2017.
Ele foi identificado depois que a Polícia Federal, em uma ação coordenada com os policiais russos, puderam cruzar o nome de pessoas procuradas com nomes de brasileiros que tinham comprado ingressos. Por uma questão de segurança da Copa, os russos passaram a exigir que todos os torcedores prestassem suas informações completas, o que na prática criou um enorme banco de dados de todos os estrangeiros no país.
As investigações da PF apontaram que o preso participou do assalto, juntamente com outros dois homens, tendo ameaçado funcionários e clientes com uma arma de fogo.
Mais de R$ 26 mil foram levados dos cofres da agência. O inquérito também apontou que o grupo já havia tentado roubar a agência dos Correios no município de João Neiva/ES, naquele mesmo dia.
O brasileiro, que utilizava um passaporte italiano quando foi preso, havia sido incluído pela Polícia Federal brasileira na lista de difusão vermelha de procurados pela Interpol, possibilitando a sua prisão na Rússia.
A prisão foi efetuada por policiais federais enviados para o Centro Internacional de Cooperação Policial (CICP), em Moscou, para atuar nos estádios durante os jogos do Brasil e auxiliar nas ocorrências envolvendo cidadãos brasileiros.
Os policiais agem de forma integrada às autoridades locais, o que permitiu a identificação e a localização do foragido brasileiro que poderá ser extraditado.
O envio de equipe especializada de policiais federais ao CICP durante a Copa integra um modelo de ação típico de grandes eventos, tendo o Brasil também recebido diversas equipes de policiais estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
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