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Polícia prende suspeito de ter disparado tiro que matou menino

Arthur Silva, de 5 anos, brincava em casa quando foi atingido na cabeça

Publicado em 03/01/2018 às 06h34
Arthur Aparecido Silva, de 5 anos, morreu vítima de uma bala perdida  . Crédito: Arquivo Pessoal
Arthur Aparecido Silva, de 5 anos, morreu vítima de uma bala perdida . Crédito: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na noite desta terça-feira, um suspeito de ter disparado o tiro que matou Arthur Aparecido Bencid Silva, de 5 anos, na madrugada de segunda-feira. O menino foi atingido por uma bala de revólver calibre 38 que caiu no topo de sua cabeça, segundo laudo necroscópico recebido pelo delegado Antonio Sucupira, do 89º Distrito Policial, do Portal do Morumbi, na Zona Sul da capital paulista, onde o caso foi registrado como homicídio. O menino foi enterrado no fim da tarde desta terça, no Cemitério Jaraguá.

A prisão foi realizada após informações obtidas em interceptações telefônicas. Ao ser levado ao 89ª Distrito Policial, o suspeito disse aos policiais que tem uma arma e teria passado pelo local efetuando disparos para celebrar a virada do ano. Ele tem antecedente criminal por roubo.

— Vamos pedir um laudo para a Polícia Técnica. Com estas informações, poderemos traçar a trajetória do projétil e saber de onde veio — disse Sucupira, que ouvirá, nesta quarta, os pais do menino, David Santos da Silva e Valéria Aparecido.

Arthur brincava com outras crianças no quintal de casa, no Jardim Taboão, no Campo Limpo, quando caiu no chão desacordado. Familiares e amigos notaram que ele tinha um sangramento na cabeça. Depois de ser atendido no Hospital Family, particular, ele foi levado para o Hospital Pirajussara, da rede pública. Entre os dois tendimentos, passaram-se cinco horas.

Parentes que acompanharam a família disseram que Arthur não ficou no Family porque o hospital não dispunha de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Uma tia do menino, Rosana Aparecido, disse que tentaram vaga em cerca de dez hospitais, entre públicos e particulares:

— Só conseguimos interná-lo porque meu pai e meus primos foram até o Pirajussara. Chegaram lá e falaram com a pessoa responsável pela internação. Ela assustou, disse: “É grave, ou remove ou ele morre. É grave, então remove”.

Arthur só deu entrada no Pirajussara às 6h20m e não resistiu aos ferimentos. Morreu no fim da tarde de segunda-feira.

O Hospital Family esclareceu que Arthur “foi atendido com rapidez” na emergência e que, apesar do início imediato do tratamento, o menino “chegou com dano neurológico importante”. O hospital informou que o processo de transferência “foi prolongado devido ao tempo de busca de vaga na rede SUS”. A procura, segundo eles, começou à 1h11m e terminou às 4h53m do dia 1º de janeiro — a busca foi feita em 12 hospitais da rede pública.

A Secretaria estadual de Saúde de SP, responsável pelo Hospital Pirajussara, disse que Arthur deu entrada na unidade em “estado gravíssimo”, passou por avaliação médica e entrou em cirurgia. Também afirmou que não houve solicitação prévia de transferência do menino no sistema da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross):

“Depois disso, foi internado na UTI pediátrica e faleceu devido à gravidade clínica. Cabe esclarecer que o hospital não nega atendimento a nenhum caso de urgência. Seu pronto-socorro é referenciado e, majoritariamente, todos os casos urgentes que ingressam no serviço são levados pelo Samu ou Resgate, em caso de socorro ou de encaminhamento a partir de outro serviço de saúde. Nesses casos, cabe ao serviço de origem providenciar transporte adequado para transferir pacientes”, diz a nota.

 

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