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Publicado em 5 de janeiro de 2023 às 07:55
- Atualizado há 3 anos
A Polícia Federal no Espírito Santo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), uma operação dedicada a investigar irregularidades na atuação de servidores do Centro de Detenção Provisória da Serra que teriam, na época das eleições do ano passado, coagido internos para que votassem em determinados candidatos. >
Estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral da Serra. Também foi determinado pelo Poder Judiciário que os investigados não mantenham contato entre si, com os detentos que confirmaram as denúncias iniciais e com os mesários que atuaram durante o pleito eleitoral.>
Perfil dos investigados:>
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O objetivo das ações de hoje, além do cumprimento das ordens judiciais, é obter outros elementos de prova para a conclusão da investigação. Entre os cinco alvos estão uma diretora e um diretor-adjunto do CDP, além de inspetores penitenciários, segundo apuração de A Gazeta.>
De acordo com a Sejus, os servidores "serão afastados das funções até que as apurações sejam concluídas", declarou a pasta por nota. >
Os nomes dos candidatos não estão sendo divulgados uma vez que eles não estão sendo investigados. "A princípio os candidatos não são investigados", explica o superintendente da PF no Espírito Santo, Eugênio Ricas.>
As investigações se iniciaram após denúncias de que servidores da Secretaria de Justiça do Espírito Santo (Sejus), durante os dias de votação, ao levarem os detentos até a seção eleitoral, induziram e/ou pressionaram os detentos de unidades prisionais a votarem em candidatos de sua preferência.>
Na avaliação da PF, a situação se mostra extremamente grave, pois o fato é que o interno está em situação de vulnerabilidade diante do sistema prisional, uma vez que sua vida está sob a proteção e controle do Estado, no caso, dos servidores.>
Os investigados responderão pela prática de coação eleitoral (art. 301 do Código Eleitoral) com pena que pode chegar quatro anos de prisão.>
Nesta sexta, a diretora Chelsea Genevieve Fernandes foi exonerada pelo governo. A decisão foi pulicada no Diário Oficial do Estado.>
Em nota, a Sejus informou que, desde a época dos fatos, vem colaborando com as investigações da Polícia Judiciária da União. >
A Sejus informou ainda que será instaurado procedimento administrativo disciplinar no âmbito da corregedoria do órgão após o recebimento das informações que serão encaminhadas pela Polícia Federal.>
"A Sejus esclarece que não compactua com irregularidades e está ao inteiro dispor para auxiliar as forças policiais no cumprimento de suas missões institucionais", finaliza o texto. >
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