Você lembra do caso de uma adolescente de 16 anos, parente de um ganhador de R$ 99,5 milhões da Mega-Sena, em Barra de São Francisco, no Noroeste do Estado, que foi sequestrada em março deste ano? Neste fim de semana, a Polícia Civil realizou a Operação Sorte Reversa, para desarticular o grupo responsável pelo crime. Ao todo, duas mulheres foram presas na Bahia e um homem no Espírito Santo.
A operação teve apoio do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer) e das polícias Militar e Civil da Bahia, além da Polícia Penal do Espírito Santo. Uma coletiva de imprensa foi marcada para este domingo (13), onde mais detalhes serão divulgados. Esta matéria será atualizada com mais informações em breve.
O apostador, morador de Barra de São Francisco, levou sozinho os quase R$ 100 milhões da Mega-Sena. O sorteio ocorreu em agosto de 2025. No dia 16 de março deste ano, a adolescente acabou sequestrada. O crime teria sido planejado por um detento do presídio de Teixeira de Freitas (BA), ligado ao Comando Vermelho, após tomar conhecimento do prêmio.
A ideia inicial era sequestrar outro parente do ganhador da bolada, mas, como não conseguiram localizar o alvo principal, a adolescente acabou sendo a vítima. Segundo o delegado Leonardo Forattini, os suspeitos saíram da Bahia e passaram pela residência dela em um carro. Um deles fingiu estar passando mal e pediu um copo de água à jovem. Quando ela retornou, dois homens desceram do veículo, pegaram a moça e fugiram.
Ela foi mantida em um cativeiro em Nova Viçosa (BA) e acabou localizada pela polícia em 18 de março.
No dia do resgate houve confronto armado com um suspeito, que acabou morto. No local foram apreendidos um revólver, um veículo com restrição de roubo e cerca de 800 gramas de drogas.
Na última sexta-feira (11), uma mulher de 29 anos foi presa em Teixeira de Freitas, investigada por envolvimento no sequestro. Um celular dela também foi apreendido.
Após o resgate da adolescente, a mãe dela conversou com o repórter Enzo Teixeira, da TV Gazeta, e detalhou os momentos de desespero que passou. "Morri por esses dias. O sentimento era de que eu estava morta. Eu só chorava, gritava e me desesperava. Fiz promessas a Deus e jejuei desde a hora em que ela desapareceu. Disse que só colocaria algo na boca quando ela estivesse de volta nos meus braços", disse. Confira o relato abaixo: