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Publicado em 18 de novembro de 2025 às 10:52
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a terceira fase da Operação Bastilha de Bob, que mira a atuação conjunta das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP) em Vila Velha. A ação teve como foco cumprir 17 mandados de busca e apreensão e 10 de prisões temporárias. A operação aconteceu principalmente na Região Cinco do município canela-verde, mas também foram cumpridos mandados em Cariacica, Guarapari e em Belo Horizonte (Minas Gerais).>
No total, sete pessoas foram presas e dois mandados de prisão foram cumpridos contra alvos que já estão no sistema prisional. Um suspeito continua foragido. Em paralelo, um menor que não fazia parte da lista inicial de alvos foi apreendido.>
Além das prisões, as equipes localizaram 13 celulares, duas armas de fogo, seis carregadores, 125 munições de 9mm, 84 tiras de maconha e mais sete pedaços de maconha, pesando aproximadamente 90 gramas, 21 papelotes de cocaína, duas balanças de precisão, material para embalo e documentos diversos. Também foram apreendidos R$ 11.890 em espécie e uma máquina de cartão.>
A operação visava apurar crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros delitos ligados ao comércio de entorpecentes em regiões estratégicas localizadas nos bairros Ulisses Guimarães, Balneário Ponta da Fruta e Barramares, em Vila Velha. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central) e contou com apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).>
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A Operação Bastilha de Bob começou a partir de uma investigação do Gaeco, que identificou a expansão da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em parceria com o Terceiro Comando Puro (TCP) em bairros de Vila Velha. Segundo o órgão, o grupo atuava no tráfico de drogas, porte ilegal de armas e outros crimes, para ampliar o controle territorial na chamada Região 5 do município.>
A primeira fase da ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na prisão temporária de três investigados ligados às facções. Entre novembro de 2024 e março de 2025, a ação levou à apreensão de celulares, dinheiro e à prisão de suspeitos apontados como peças-chave na articulação criminosa. Um deles é Maxsuel Hipólito de Araujo, conhecido como “Bob” ou “Bob Esponja”, preso em Domingos Martins e considerado um dos responsáveis pela aliança entre PCC e TCP em Vila Velha. >
As denúncias apresentadas contra Maxsuel e Victor Hugo Cleiber Lima foram aceitas pela Justiça, que também decretou as prisões preventivas. No caso de Victor Manoel da Silva Ferreira, menor de idade à época dos fatos, o processo foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.>
A segunda fase da operação foi deflagrada em maio de 2025, com buscas e prisões temporárias em Vila Velha e São Mateus. Até o momento, foram denunciados e tiveram a prisão preventiva decretada: Eltern Soares, Lucas de Almeida Bernardo, Ramon Oliveira Favoretto, Gabriel dos Santos Ferreira, André Novais Gambarini, Caio Luna Damaceno, Kayke Bastos da Silva, Kaio Rafael Pimentel dos Santos e Raique Conceição dos Santos. Também foram denunciados Renan de Jesus Cardozo e Kauã Loyola Nogueira, que ainda não foram encontrados.>
A operação mobilizou 96 policiais militares, entre equipes das Forças Táticas da 13ª, 11ª e 16ª companhias independentes e do 7º Batalhão, além de agentes do Batalhão de Missões Especiais (BME), Batalhão de Ações com Cães (BAC), Polícia Penal e setores de inteligência da PM e do MPES.>
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