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Feminicídio

O que se sabe sobre crime brutal em que mãe e filha foram mortas na Serra

Michele Germano Sales, de 40 anos, e Milena de Paula Silva Germano, de 24, foram mortas a golpes de facão na madrugada de sábado (16); suspeito foi preso

Publicado em 18 de Maio de 2026 às 18:40

Caroline Freitas

Publicado em 

18 mai 2026 às 18:40

Um crime brutal, que terminou com mãe e filha assassinadas a golpes de facão na madrugada de sábado (16), no bairro Residencial Centro da Serra, na Serra. O suspeito, de 34 anos, foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (18), em Jardim Limoeiro, no mesmo município. Segundo a Polícia Civil, ele ainda não foi oficialmente anunciado e, por isso, seu nome não foi divulgado.


As vítimas, identificadas como Michele Germano Sales, de 40 anos, e Milena de Paula Silva Germano, de 24, estavam em casa no momento em que o assassino se aproximou delas, acompanhadas por uma criança de 5 anos, neta de Michele, filha de outra mulher. Elas correram para fora do imóvel, mas acabaram mortas no meio da rua, conforme relatou a chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar, durante entrevista coletiva na tarde desta segunda.


Ainda de acordo com a delegada, no momento da captura, o suspeito relatou que estava esperando o prazo do flagrante terminar para se apresentar à polícia.


"Ele argumentou que estava indo estruturar a instrução jurídica para depois vir se apresentar. E aí começou a narrar, e tentou, como é de prática em autores de feminicídio, deturpar a realidade e colocar a culpa na vítima para justificar a barbárie que ele cometeu".

Polícia Civil realizou perícia no local do crime, no bairro Residencial Centro da Serra. Mãe e filha foram encontradas mortas na madrugada deste sábado (16).
O criminoso desferiu golpes de facão e matou mãe e filha na Serra Reprodução

Segundo os relatos, há cerca de dois anos, ele mantinha um relacionamento extraconjugal com Michele, que morava em uma casa vizinha. A família da esposa do suspeito também vivia em um imóvel próximo e o relacionamento seria de conhecimento de todos.


Ainda de acordo com informações obtidas pela Polícia Civil, tanto ele quanto Michele seriam usuários de drogas e consumiam álcool demasiadamente.


"Tem todo um contexto social muito complicado e perturbado. Naquela noite, eles teriam feito esse consumo abusivo, tanto de droga quanto de álcool, o que faz com que a violência escale ainda mais qualquer possível conflito e acabe numa violência ainda mais brutal. E a dinâmica que ele narra é que estava lá na casa dele, no quintal dele, quando a vítima jogou um rojão no quintal".


Aquela não teria sido a primeira vez em que Michele teria feito algo do tipo, e a esposa do suspeito teria decidido confrontá-lo sobre a situação, o que teria feito com que ele se exaltasse e saísse atrás das vizinhas com o facão.


Segundo o relato dele à polícia, Milena, assassinada junto da mãe, também o provocava com certa frequência e, por isso, teria sido morta. O teor dessas provocações não foi especificado. Ainda de acordo com a chefe da DHPM, o suspeito, que não tinha passagens anteriores pela polícia, teria tentado argumentar que ele era a verdadeira vítima.


O delegado-geral da PCES, Jordano Bruno, descreveu o caso como uma “barbaridade”.


"A ocorrência que deixou a gente extremamente sensibilizado com a barbaridade que foi cometida nesse crime. Duas mulheres vítimas de feminicídio à base de facão, um sofrimento indescritível, uma atrocidade. E, desde o primeiro momento em que a gente tomou conhecimento dessa barbárie, começamos a trabalhar de forma incansável, constantemente, para poder botar a mão nesse monstro. E, efetivamente, na data de hoje (18), depois de muitas incursões, a equipe conseguiu realizar a prisão do indivíduo".


Ele deverá ser autuado duas vezes por feminicídio.

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