Uma mulher foi encontrada coberta de sangue e desnorteada na entrada do Parque Municipal Barão de Monjardim, no Bairro de Lourdes, em Vitória, na manhã deste sábado (18). Segundo a Polícia Militar, ela relatou que havia sido agredida pelo ex-companheiro e reagiu atingindo com facadas o homem, que está internado em estado grave. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
De acordo com a polícia, a mulher contou que foi até a casa do ex para buscar as duas filhas, de 3 e 6 anos. Ela afirmou que, ao chegar lá, foi puxada pelos cabelos, ainda dentro de um carro de aplicativo, e levada para dentro da residência, onde teria sido agredida e ameaçada com uma faca. Segundo o relato, o homem também teria agredido as crianças.
Ainda segundo o depoimento, durante a confusão, a mulher teria conseguido pegar a faca que estava com o ex-companheiro e o atingido. Após o ocorrido, ela disse que saiu do local acreditando ter matado o homem, sendo encontrada nas proximidades do parque
A Polícia foi acionada e, quando chegou ao local, a mulher estava recebendo atendimento do Samu/192. Após dizer para a PM que as duas filhas ainda estavam na casa do ex, ela foi encaminhada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.
Os militares foram, então, até a residência e encontraram as crianças sob os cuidados da avó do homem esfaqueado. Ele já havia sido socorrido por um familiar e também levado ao HEUE, onde está entubado, sem condições de prestar depoimento para dar sua versão do fato. O estado de saúde dele é considerado grave.
Segundo apuração da TV Gazeta, o homem deu entrada na unidade com várias facadas na região do pescoço. Já a mulher recebeu alta do hospital, pois não estava ferida. Ela foi levada para a delegacia, onde ficou detida.
Familiares do ex-companheiro foram até a delegacia para levar a faca utilizada no ataque e disseram à TV Gazeta que a mulher não agiu em legítima defesa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. A reportagem questionou a corporação sobre os procedimentos adotados com a mulher. Porém, não houve retorno até a publicação deste texto.
*Com informações da repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta.