Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Atração segue fechada

Morte em tirolesa no Moreno: 1 ano depois, polícia não concluiu investigação

Familiares da vítima alegam manter contato com a Polícia Civil em busca de respostas, porém inquérito continua em aberto

Publicado em 02 de Maio de 2022 às 10:27

Julia Barcelos

Publicado em 

02 mai 2022 às 10:27
acidente na tirolesa do Morro do Moreno, em Vila Velha, que resultou na morte do engenheiro civil João Paulo dos Reis, 47 anos, completou 1 ano neste domingo (1º). Apesar do tempo, o caso  ainda segue sem respostas. João morreu após colidir com uma estrutura da segunda plataforma enquanto fazia a descida na atração.
A vítima estava na tirolesa, acompanhada pela filha, na época com 14 anos, e uma amiga dela. As duas desceram primeiro, sendo seguidas por João, que bateu nos primeiros 100 metros da atração. Momentos antes da descida, em um vídeo filmado por ele mesmo, é possível vê-lo perguntando a um dos condutores sobre a segurança e o freio da atividade de lazer.
A irmã de João Paulo, Juliana Sampaio dos Reis, diz que, mesmo depois de 1 ano, segue com mais perguntas do que respostas. De acordo com ela, a família segue em contato com a Polícia Civil, questionando sobre o resultado da perícia realizada nos equipamentos que eram usados pela vítima no momento do acidente. "A polícia ainda não entregou o laudo técnico. A gente sabe que teve muitos erros. Tem muitos erros ali".
A irmã também questiona a questão da segurança no local. "Ali você só tinha um freio e o freio era comandado por uma pessoa. Então você está assumindo a responsabilidade de incorrer num erro. Se você for ver a casinha, são toras de eucalipto de um diâmetro enorme. Você bate ali, na mesma hora acaba. Não tem nenhum anteparo, não tem nenhuma rede. E aí?", ponderou Juliana.
Na época, o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar relatava que um dos responsáveis pela atração retirou os equipamentos de segurança da vítima e teria se recusado a apresentá-los aos policiais. Ele foi identificado como o cabo do Corpo de Bombeiros Geovane Lutes, um dos sócios cotistas da atração, ou seja, que recebe os lucros sem participar da administração.
Três dias depois, o sócio-administrador da tirolesa, Alex Magnato, disse que todo o material foi entregue à perícia da Polícia Civil, e que a empresa estava colaborando com as investigações do caso. Além disso, de acordo com ele, Geovane teria chegado ao local e socorrido a vítima antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
Alex Magnato é o único dos sócios da empresa responsável pela gestão da tirolesa que fala sobre o assunto. Ele também continua acompanhando o caso e aguarda o resultado da perícia para saber qual foi a falha que provocou o acidente. Além dele e de Geovane, Marloyllner Fernandes, também cabo do Corpo de Bombeiros, fazia parte da sociedade na empresa. 
"A nossa equipe, a nossa advogada, ela procurou sim o delegado e ele disse que a perícia ainda está em andamento, que teria contratado uma equipe especializada para esse tipo de perícia mais apurada do fato. Então, a gente realmente, independente de tudo que aconteceu, a gente quer saber, quer explicações", informou Alex à TV Gazeta
Vila velha
Um ano depois do acidente, a morte do engenheiro civil João Paulo dos Reis continua sem explicações. Crédito: Arquivo pessoal

LOCAL SEGUE FECHADO

Desde então, a atração segue fechada ao público. Em nota enviada para a TV Gazeta, a Polícia Civil disse que o inquérito policial segue em andamento na Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, e que ainda não há detalhes que possam ser divulgados.
Já o Corpo de Bombeiros, também por meio de nota, informou que o procedimento administrativo disciplinar encontra-se em andamento na corregedoria e ainda não há detalhes que possam ser divulgados.
João Paulo deixou a esposa, um filho e uma filha, que seguem abalados com o caso mesmo depois de um ano. Outros familiares como os pais e a irmã continuam em busca de respostas e justiça. De acordo com Juliana, a família não quer que a atração faça novas vítimas.
Com informações de Aurélio de Freitas, da TV Gazeta

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Mendonça autoriza segundo inquérito da PF contra Lulinha
Lucas Dias morava na casa interditada após desabamento que deixou quatro mortos em Cariacica
Tragédia que matou 4 em Cariacica interdita casa e deixa família desalojada
Lâmpada, conta de luz, iluminação, energia elétrica
Conta de luz manterá bandeira tarifária amarela em agosto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados