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Foi preso

Morte em Guarapari: testemunha de acidente diz que motorista tentou fugir

João Victor Barroso Miranda, de 23 anos, foi detido após dirigir embriagado e bater em uma moto, conduzida por Arthur Máximo da Cruz, de 18 anos, que morreu na hora

Publicado em 03 de Janeiro de 2024 às 18:53

Jaciele Simoura

Publicado em 

03 jan 2024 às 18:53
Preso após matar o motociclista Arthur Máximo da Cruz, de 18 anos, em um acidente na noite de terça-feira (2), na Praia do Morro, Guarapari, João Victor Barroso Miranda, de 23 anos, chegou a tentar fugir do local, mas foi impedido por testemunhas. A atendente Ana Vitória Monteiro estava trabalhando em um estabelecimento próximo do acidente e presenciou a cena.
Ela conversou com o repórter Vinicius Colini, da TV Gazeta, e relatou que tudo aconteceu muito rápido.
"Estava atendendo e vimos um carro vindo muito rápido. O pneu estourou e ele bateu no carro que estava estacionado, depois bateu no portão da escola. Aí foi correria. O motorista saiu do carro correndo para 'sair fora', mas o pessoal segurou até a polícia chegar"
Ana Vitória Monteiro - Atendente
João Victor Barroso Miranda foi preso em flagrante por homicídio, tentativa de homicídio duas vezes e embriaguez ao volante. Segundo a Polícia Civil, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
João Victor Barroso Miranda, de 23 anos
João Victor Barroso Miranda, de 23 anos, foi preso pela polícia após atropelar e matar um motociclista em Guarapari Crédito: Fabrício Christ

Acidente

João Victor dirigia um Volkswagen Taos quando atingiu a moto pilotada pelo jovem Arthur Máximo da Cruz, de 18 anos, na noite de terça-feira (2), na Praia do Morro, em Guarapari. Com o impacto, ele foi arremessado e morreu no local. 
A Polícia Militar informou que a ocorrência envolveu três veículos: o Volkswagen Taos, um Fiat Mobi  (estacionado) e a motoneta conduzida por Arthur.
O motorista do Taos seguia sentido Avenida Veneza, enquanto a motoneta trafegava na Avenida Mar do Norte, sentido Avenida Paris. Em um cruzamento das vias ocorreu a colisão que matou Arthur. O Fiat Mobi, que estava estacionado, acabou atingido pelos outros veículos envolvidos. Com a colisão, o jovem que pilotava a moto foi arremessado.
O Volkswagen Taos foi removido, pois no local nenhum condutor habilitado se apresentou para fazer a retirada do veículo. Já a motoneta, segundo a Polícia Militar, foi guinchada porque estava com licenciamento atrasado. Segundo a PM, Arthur não era habilitado para pilotar.
O corpo de Arthur foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para ser necropsiado e foi liberado pelos familiares nesta quarta-feira (3). 
Além do motorista, duas pessoas que estavam no Taos ficaram feridas e foram socorridas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarapari. De acordo com a PM, ao ser questionado, o condutor do carro confirmou que havia ingerido bebida alcoólica. Além disso, os policiais notaram que ele estava com a fala arrastada, sonolência e olhos vermelhos. Ele também foi encaminhado à UPA do município e, depois, a um hospital.
Conforme a PM, foi ofertado ao homem o teste do bafômetro, mas ele recusou, sendo confeccionado o exame de constatação de alteração da capacidade psicomotora. Após ter alta médica, o suspeito foi conduzido para a Delegacia Regional de Guarapari sob escolta.
No interior do veículo conduzido por ele, havia um copo contendo bebida alcoólica e no porta-malas foi encontrado várias garrafas de bebidas alcoólicas tanto vazia quanto cheias.
A Polícia Civil disse, em nota, que o motorista do Taos, um rapaz de 23 anos, "foi autuado em flagrante por homicídio, tentativa de homicídio (2x) e embriaguez ao volante. Ele foi encaminhado ao sistema prisional".

Jovem voltava para casa

Arthur Máximo da Cruz, de 18 anos, havia acabado de sair do trabalho e seguia para casa no momento em que foi vítima do acidente. A família dele esteve no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória na manhã desta quarta-feira (3) para liberar o corpo do rapaz.
No DML, familiares de Arthur não quiseram gravar entrevista com a TV Gazeta, mas um tio do jovem disse à repórter Daniela Carla que o rapaz trabalhava com o pai em uma loja de acessórios para carros. Segundo ele, o sobrinho havia encerrado o expediente e, no momento da colisão, voltava para casa, onde tomaria banho e iria para uma festa de família para celebrar o aniversário de uma tia.
Conforme apuração da reportagem da TV Gazeta, testemunhas relataram que o motorista do carro não teria respeitado placas de sinalização e disseram que a preferência no cruzamento seria de Arthur.
Pelos vídeos, é possível ver que o jovem foi arremessado após a batida e caiu ao lado de um poste, já sem vida. O carro ainda bateu em outro veículo que estava estacionado na rua, e um homem que passava de bicicleta quase foi acertado pelo corpo do motociclista. Partes do carro e da moto ficaram espalhadas por toda a via.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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