A Polícia Civil do Espírito Santo realizou buscas na Rodovia do Contorno, em Cariacica, em busca da arma que teria sido usada por Arthur Neves de Barros, de 35 anos - suspeito de atirar contra o empresário Wallace Borges Lovato, 42. O novo passo visa mais detalhes para fechar o caso, que já possui três presos até o momento: Arthur Barros (atirador), Arthur Luppi, identificado como motorista do carro que deu fuga e Eferson Ferreira, apontado como intermediário. Não foi confirmado se a arma foi encontrada.
Dois dos três detentos investigados pelo crime estavam em outros Estados quando encontrados. Luppi foi o primeiro preso e acabou transferido para território capixaba após ser capturado em Minas Gerais no dia 17 de junho, oito dias depois da morte de Lovato. Barros saía de casa quando a corporação civil o prendeu em Sumé, na Paraíba, em 19 de junho.
O terceiro a ir para a cadeia por atuar como intermediário no homicídio é Eferson Ferreira. Ele se entregou na segunda-feira (23) com a presença do advogado. Como havia um mandado de prisão expedido no nome dele, a prisão foi realizada. Fontes da reportagem contaram que existe um quarto pedido judicial contra um quarto envolvido, que ainda não foi preso.
Segunda-feira, 9 de junho
14h40: Wallace estava na empresa dele, a Globalsys, quando um Fiat Pulse chega ao local e estaciona perto do veículo do empresário, na rua Professor Telmo de Souza Torres, lateral à Avenida Champagnat. Ninguém desce do automóvel. Lá dentro, estava o atirador. Ele fica aguardando por cerca de duas horas.
16h44: Wallace sai da empresa. Segundo testemunhas, ele estava a caminho de sua BMW, falando ao telefone, quando assassino parou o Fiat Pulse ao lado dele e o atirador, que estava no banco traseiro, disparou.
Socorro: Amigos de Wallace socorreram o empresário, colocando a vítima em um carro. A Polícia Militar foi abrindo caminho até o Hospital Praia da Costa, mas o homem não resistiu.
Terça-feira, 10 de junho
Carro encontrado: Na tarde do dia seguinte, o Fiat Pulse usado no crime foi localizado nas proximidades da alça da Terceira Ponte, em Vila Velha, a menos de dois km de onde o crime ocorreu. A Polícia Civil confirmou que era o automóvel usado pelo atirador.
Placa clonada: O veículo passou por perícia e, naquele mesmo dia, a Polícia Civil já adiantou que o carro estava com uma placa clonada.
Quarta-feira, 11 de junho
Premeditado: Dois dias depois do crime, a Polícia Civil confirmou que o assassinato foi premeditado e disse que estava analisando as imagens para identificar os autores e a motivação.
Sexta-feira, 13 de junho
Mandante: O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, declarou que já se sabia que o crime tinha uma mandante. Sem dar detalhes, para não atrapalhar as investigações, ele disse em uma coletiva de imprensa que a rota do Fiat Pulse já tinha sido identificada, e que o carro tinha vindo de outro Estado.
Domingo, 15 de junho
Missa: a missa de sétimo dia de Wallace aconteceu na noite de domingo (15), em uma paróquia na Praia da Costa.
Terça-feira, 17 de junho
Prisão: A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que um suspeito de envolvimento no crime foi preso em território mineiro, no entanto, a ação tinha sido conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. O criminoso era Arthur Laudevino Candeas Luppi.
Quinta-feira, 19 de junho
Mais uma prisão: Arthur Neves de Barros, 35 anos, é preso suspeito de atirar e matar o empresário Wallace Borges Lovato, de 42 anos, no dia 9 de junho. O homem foi encontrado no município de Sumé, na Paraíba, enquanto saía de casa, após investigação feita pelas Polícias Civis do Espírito Santo e da Paraíba, a partir do trabalho do serviço de inteligência.
Boné identificou: Segundo o delegado Gilson Duarte, da Polícia Civil da Paraíba, o boné usado por Arthur foi o "detalhe final" para confirmar a identidade do suspeito. Ele aparecia com o mesmo acessório em imagens captadas no Espírito Santo, no dia do crime.
Segunda-feira, 23 de junho
Intermediador preso: Eferson Ferreira Alves se entrou a Polícia Civil estava acompanhado de um advogado. Segundo fontes da reportagem, ele é apontado como intermediário.