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Menino de oito anos é morto em Vitória e corpo tem sinais de agressão

O corpo de Paulo Antônio Marinho foi encontrado pela mãe, que havia saído para levar o outro filho ao hospital; o padrasto da criança ainda não foi localizado

Publicado em 02/04/2021 às 16h56
Atualizado em 02/04/2021 às 17h52
Paulo Antônio Marinho tinha oito anos e foi encontrado morto em casa pela mãe
Paulo Antônio Marinho tinha oito anos e foi encontrado morto em casa pela mãe. Crédito: Arquivo Pessoal

Um menino de oito anos morreu no Morro do Romão, em Vitória, nesta sexta-feira (2) e no corpo havia sinais de agressão. Paulo Antônio Marinho foi encontrado desacordado pela mãe, que havia saído para levar o filho menor ao hospital. Paulo estava em casa com o padrasto que, até o momento, não foi localizado. A Polícia Civil está investigando o  caso. 

Segundo informações da Polícia Militar, o Samu foi acionado e levou a mãe e o menino para o hospital. No local, a equipe médica observou sinais de parada cardiorrespiratória e diversos hematomas pelo corpo. A criança, ainda de acordo com a nota da PM,  passou por procedimentos de reanimação, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

O pai de Paulo, que preferiu não ser identificado, foi até a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital. Em entrevista à TV Gazeta, ele afirmou que o corpo do menino apresentava marcas de agressão, como hematomas e arranhões. Ele contou que a mãe de Paulo teria deixado a criança dormindo e que o padrasto teria ficado em casa com ele.

"Nós temos um filho menor que teve que ir ao hospital fazer um procedimento e o Paulo ficou lá dormindo. Quando ela chegou, ele estava desacordado e todo roxo. Segundo ela, o Paulo Antônio estava com o padrasto, mas ela não soube informar o que aconteceu. Ela ligou para o Samu, mas, infelizmente, ele veio a óbito. Não sabemos o que aconteceu, mas tem muitos hematomas, mordidas e cortes", disse.

O homem alegou ainda que tentava questionar o filho para saber se o padrasto já havia o agredido, mas que Paulo apresentava receio de falar. Ele disse que a criança relatou que teria sido agredida, mas que não imaginou que pudesse chegar ao ponto de ser espancada.

"Quando ele ia para a minha casa, sempre tentava conversar com ele, mas via que ele tinha um pouco de medo de falar. Ele começou a se abrir, falar que batia nele, essas coisas. Mas, até então, não passou disso. Ninguém imaginaria que poderia chegar a esse ponto", desabafou.

"ELE ERA MUITO ALEGRE E BRINCALHÃO"

O pai de Paulo Antônio afirmou ainda que o menino era sempre muito alegre, brincalhão e disposto a aprender. Ele mostrou-se muito triste e lamentou a morte tão precoce da criança.

"Ele era alegre, brincalhão... hoje, se ele estivesse lá em casa comigo, eu iria fazer uma moqueca e ele estaria do meu lado para me ajudar. Ele queria sempre aprender, mas me respeitava. Ele é uma benção, é muito triste. Perder uma pessoa mais velha é triste, mas, pela idade, você até entende. Mas uma criança de oito anos, que tem tudo pela frente, é complicado", disse o pai de Paulo Antônio.

PADRASTO TERIA SIDO ASSASSINADO, MAS CORPO NÃO FOI ENCONTRADO

A reportagem de A Gazeta demandou a Polícia Civil, que informou, em nota, que o caso está sendo investigado e, por isso, mais informações não serão repassadas. Já a Polícia Militar, também por nota, relatou que, na manhã desta sexta-feira (2) uma mulher foi até o Hospital da Polícia Militar (HPM), em Bento Ferreira, com um filho de 5 anos, que estava com uma fratura no fêmur. Após o atendimento, a criança teve alta médica.

A PM informou que, ainda durante a manhã desta sexta,  a mulher retornou ao hospital com outro filho, de 8 anos. "Dessa vez, os dois foram levados pelo Samu. Segundo a equipe médica, a criança estava desmaiada, com sinais de parada cardiorrespiratória e diversos hematomas pelo corpo. Ele passou por procedimentos de reanimação, mas não aguentou os ferimentos e foi a óbito", diz a nota da corporação.

Segundo a polícia, a mãe das crianças alegou que, ao chegar em casa com o filho de cinco anos, encontrou o companheiro de 23 anos, que é padrasto das crianças. "Quando perguntou sobre seu filho mais velho, ele disse que a criança estava no quarto e, quando ela chegou lá, o achou já desmaiado. Ela disse ainda que o companheiro já havia agredido ela e os filhos anteriormente", afirma a nota, completando que a mulher foi até a DHPP de Vitória para prestar esclarecimentos.

Já na tarde desta sexta-feira, a policiais militares receberam denúncias de que o possível suspeito de ter cometido o homicídio da criança teria sido assassinado no Morro do Romão. "Os militares foram ao local e entraram em contato com moradores que confirmaram terem ouvidos disparos de arma de fogo, mas nenhum corpo foi encontrado. O apoio do Notaer foi solicitado. Após realizarem as buscas e não terem encontrado nenhum material ilícito, os militares receberam denúncias de que em uma casa abandonada teria um armamento. No local foram encontradas uma metralhadora caseira com duas munições, três radiocomunicadores, uma munição calibre 12, um artefato explosivo caseiro e uma base para carregar um radiocomunicador. O material foi encaminhado à 1ª Delegacia Regional de Vitória", finaliza a nota da corporação.

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