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Em São Mateus

Menino de 10 anos morre após comer mingau e polícia investiga caso no ES

Criança foi encontrada deitada no chão da sala da casa onde morava com o pai e a madrasta, com espuma saindo pela boca e um pouco de sangramento, já sem pulso

Publicado em 22 de Maio de 2025 às 13:32

Vinícius Lodi

Publicado em 

22 mai 2025 às 13:32
Um menino de 10 anos morreu após comer mingau de trigo na zona rural de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, na noite de quarta-feira (21). A Polícia Militar disse que a criança foi encontrada deitada no chão da sala da casa onde morava com o pai e a madrasta, com espuma saindo pela boca e um pouco de sangramento, já sem pulso. A morte é investigada pela Polícia Civil.
A PM informou que a criança chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192), que realizou manobras para reanimá-la, mas não resistiu e teve a morte confirmada no local. O pai do menino disse aos militares que o filho havia tomado um remédio para dor ao anoitecer e depois ele e a companheira fizeram um mingau de trigo para o filho dele.
No entanto, conforme o relato do pai aos policiais, o filho continuou reclamando de dor e foi dada ao menino outra medicação – um remédio fitoterápico – em quantidade incerta. Na sequência, a criança teria começado a passar mal, falecendo no chão da sala. Uma tia do menino acionou a Polícia Militar comunicando sobre o ocorrido. 
Após constatada a morte do menino pelos socorristas do Samu/192, a perícia da Polícia Científica foi acionada. O corpo da vítima foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML), da Polícia Científica, em Linhares, para identificação e "realização do exame cadavérico, visando determinar a causa da morte", explicou a corporação.
Menino de 10 anos morre após comer mingau e polícia investiga caso no ES
Procurada por A Gazeta, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como encontro de cadáver e o procedimento foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus. A corporação disse que aguarda o resultado dos exames, e que a ocorrência foi entregue sem pessoas conduzidas à Delegacia Regional do município.
A Polícia Científica explicou que, conforme a legislação, o prazo para a emissão do laudo pericial é de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado a requerimento dos peritos. “Em situações que requerem exames laboratoriais, o processo pode levar mais tempo, especialmente quando são necessários exames de DNA (até 30 dias), exames toxicológicos amplos e exames histopatológicos, um procedimento laboratorial que envolve a análise microscópica de tecidos biológicos (entre 60 a 90 dias)”, finalizou.

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