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Investigação

Laudo sobre morte de advogado encontrado em área de mata ainda não foi concluído

Antônio Carlos Veiga de Freitas foi encontrado morto em Vila Velha há mais de três meses; Polícia Científica afirma que laudo de necropsia está em fase de finalização

Publicado em 14 de Agosto de 2026 às 20:33

Beatriz Caliman

Publicado em 

14 ago 2026 às 20:33
Antônio Carlos Veiga de Freitas, de 27 anos, mora em Guaçuí e desapareceu após uma festa em Vila Velha
Antônio Carlos Veiga de Freitas, de 27 anos, morava em Guaçuí e desapareceu após uma festa em Vila Velha Arquivo pessoal

Mais de três meses após o corpo do advogado Antônio Carlos Veiga de Freitas, de 27 anos, ser encontrado em uma área de mata em Terra Vermelha, Vila Velha, a família ainda aguarda respostas sobre as circunstâncias da morte. Segundo a Polícia Civil, o caso continua sob investigação e o laudo cadavérico ainda não foi concluído.


Antônio desapareceu na madrugada de 26 de abril, após participar de uma festa na região da Barra do Jucu, em Vila Velha. O corpo foi localizado no dia 29 de abril, nas imediações da Fazenda Camping, onde ele estava antes de desaparecer.


Na ocasião, segundo a Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), não foram identificados sinais visíveis de violência no corpo. A identificação foi possível por meio de características como tatuagens e roupas, além de um copo de bebida utilizado por Antônio durante a festa. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória e liberado à família no mesmo dia.


Segundo familiares, Antônio estava acompanhado da esposa e de amigos quando se afastou do grupo após perder a chave do carro. Durante as buscas, ele acabou deixando o local e não retornou. Posteriormente, a família recebeu informações de que o advogado teria sido visto caminhando de forma desorientada por uma rodovia.

Buscas por respostas
O irmão de Antônio, Eduardo Veiga de Freitas, afirma que a família continua sem acesso ao laudo cadavérico e sem uma resposta concreta sobre o que aconteceu.

“Como cidadão e, principalmente, como irmão de uma pessoa que faleceu há mais de três meses, não consigo compreender como, até o presente momento, a família continua sem acesso ao laudo cadavérico e sem uma resposta concreta sobre as circunstâncias da morte”, afirmou.

Questionada pela reportagem de A Gazeta, a Polícia Civil  informou que o caso segue sob investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, que aguarda os laudos da Polícia Científica para esclarecer a causa da morte.

A corporação reforçou que, no dia em que o corpo foi localizado, a DEPD acompanhou a ocorrência e não identificou sinais visíveis de violência. Segundo a Polícia Civil, é necessário aguardar a conclusão do laudo cadavérico para determinar a causa da morte.

Já a Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) informou que foram coletados materiais para a realização de exames complementares. Segundo o órgão, esses exames não possuem prazo fixo para conclusão, já que o tempo necessário varia de acordo com a natureza e a complexidade das análises. Atualmente, o laudo de necropsia está em fase de finalização pelo médico-legista, informou a Polícia Científica. 

"Meu irmão merece respeito. Minha família merece respeito. E nós, como cidadãos, temos o direito de saber o que aconteceu", disse o irmão. Antonio morava e trabalhava em Guaçuí, no Caparaó capixaba. Ele deixou esposa e uma filha de 8 anos. 

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