A Justiça Militar negou o pedido de soltura do soldado da Polícia Militar Marcelo Ramos Araújo, preso preventivamente acusado de agredir a esposa, também policial militar, e colegas de farda em Jardim Camburi, em Vitória. A defesa pediu a liberdade do militar com aplicação de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, mas o Conselho Permanente de Justiça decidiu mantê-lo preso.
O caso aconteceu em fevereiro deste ano, após o desfile de um bloco de Carnaval, durante uma confusão no estacionamento de um atacarejo. Segundo o registro da ocorrência, a mulher, que na época tinha 26 anos, estava dentro de um carro quando foi retirada à força pelas pernas e caiu de costas no chão. Em seguida, teria levado um tapa no rosto. Outras pessoas precisaram intervir para conter o policial. Um vídeo mostra o momento da confusão.
Ao votar pela manutenção da prisão preventiva, o juiz auditor apontou a periculosidade do acusado e o risco de a vítima ficar ameaçada caso ele fosse colocado em liberdade.
A decisão também considerou possíveis impactos da conduta na hierarquia e na disciplina da corporação, além de dificuldades impostas à atuação das equipes que atenderam à ocorrência. Os juízes militares acompanharam o voto e também mencionaram supostas ameaças do soldado a policiais mais antigos na carreira.
Em nota, a Polícia Militar informou que o soldado permanece recolhido no presídio militar. O Inquérito Policial Militar (IPM) está em fase final e aguarda a publicação da solução. O policial também responde a um procedimento administrativo, ainda em andamento. A corporação afirmou que não divulgará outras informações neste momento, em respeito aos procedimentos legais.
A reportagem de A Gazeta tenta contato com a defesa do militar, e o espaço segue aberto para manifestação.