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Confusão na Rua da Lama

Justiça manda soltar sociólogo preso por injúria racial e ameaça em Vitória

Roberto Barcelos Ferrante responderá em liberdade, sem pagamento de fiança, mas terá de cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça

Publicado em 13 de Julho de 2026 às 13:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jul 2026 às 13:23

A Justiça do Espírito Santo concedeu liberdade provisória sem fiança ao sociólogo Roberto Barcelos Ferrante, de 47 anos, preso em flagrante por injúria racial e ameaça suspeito de proferir ofensas a um funcionário público na Rua da Lama, em Jardim da Penha, Vitória, na madrugada de domingo (12). A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (13). 


A juíza Raquel de Almeida Valinho homologou a prisão em flagrante, mas comunicou na decisão que entendeu que não estavam presentes os requisitos para convertê-la em preventiva, considerando que Roberto possui residência fixa e ocupação lícita. Com isso, concedeu liberdade provisória sem fiança, mediante o cumprimento de medidas cautelares. 


Entre as determinações impostas pela Justiça, Roberto está proibido de sair da Grande Vitória sem autorização judicial, deverá comparecer a todos os atos do processo, manter o endereço atualizado, não poderá frequentar bares, boates, prostíbulos e estabelecimentos semelhantes e está proibido de manter qualquer tipo de contato com a vítima. Caso descumpra qualquer uma das medidas, ele poderá ter a prisão preventiva decretada. 


Os advogados Pablo Laranja e Rayula Simonassi Bellinazzi, que fazem a defesa de Roberto, informaram que acompanham o caso e destacaram que, além da soltura, a Justiça rejeitou o pedido do Ministério Público de monitoramento eletrônico. 


"A decisão mostrou-se a mais correta para o atual momento processual, sendo a mesma coesa e cirúrgica na aplicação da legislação. Em um Estado Democrático de Direito, o Poder Judiciário não pode decidir pelo clamor popular, mas exclusivamente pelos elementos constantes dos autos. A defesa seguirá acompanhando o processo, confiante de que a apuração dos fatos ocorrerá sob o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, garantias essenciais para uma prestação jurisdicional verdadeiramente justa", informou. 

Atualização

13/07/2026

O texto foi atualizado com a nota enviada pela defesa de Roberto. 

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