O segundo dia do julgamento do engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, de 42 anos, acusado de matar a esposa, a professora de geografia Danielly Wandermurem Benício, de 36 anos, terminou por volta das 21h desta quarta-feira (4), com a conclusão dos depoimentos das testemunhas.
O júri popular, realizado no Fórum Criminal de Vitória, entra na reta final nesta quinta-feira (5), quando será retomado com o interrogatório do réu. Patrick responde por homicídio qualificado por motivo fútil e feminicídio, em contexto de violência doméstica familiar.
Após o interrogatório, estão previstos os debates entre o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), responsável pela acusação, e a defesa do engenheiro.
Danielly, que trabalhava como professora de Geografia em uma escola particular de Vitória, foi encontrada morta em 30 de dezembro de 2017, no apartamento onde morava com o marido, no bairro Jardim Camburi. De acordo com os laudos periciais, a causa da morte foi uma “hemorragia intracraniana, devido a traumatismo cranioencefálico, causado por ação contundente”.
Segundo a polícia, o corpo estava caído de bruços, ao pé da cama, em uma poça de sangue. No quarto, a janela estava aberta, o ar-condicionado ligado, um dos pés do criado-mudo estava quebrado e dois porta-retratos estavam virados para baixo.
Imagens das câmeras de segurança do prédio mostraram que o engenheiro foi a última pessoa a entrar no apartamento antes de Danielly ser encontrada morta. Ele permaneceu no imóvel por cerca de dois minutos e saiu novamente. O corpo foi encontrado pelo próprio Patrick no fim do dia seguinte.
A denúncia do Ministério Público foi apresentada e recebida pela Justiça em março de 2018. Segundo a acusação, o casal teve um desentendimento motivado por ciúmes no dia dos fatos. O MPES sustenta que Patrick mantinha um comportamento de posse e controle sobre a esposa, chegando a monitorar as redes sociais por meio de um aplicativo de mensagens clonado.