Dois homens morreram após serem esfaqueados na tarde desta quinta-feira (15), em Cariacica. Segundo testemunhas, o crime começou após um desentendimento numa borracharia no bairro Santo André. Uma das vítimas foi atacada no estabelecimento. A outra perseguiu o suspeito e também foi esfaqueada.
As vítimas foram identificadas como Henrique Lucas Soares de Almeida, de 27 anos, e Breno Santos, cuja idade não foi informada. Os dois eram amigos e trabalhavam na borracharia, conforme informações apuradas pela repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta.
De acordo com testemunhas, o suspeito chegou ao estabelecimento, por volta das 16h30, e se desentendeu com Henrique, que foi esfaqueado. Ao perceber o ataque, Breno pegou um pedaço de madeira e correu atrás do homem em direção ao bairro Santa Bárbara, na tentativa de defender o amigo.
Ainda segundo os relatos, Breno alcançou o suspeito e os dois entraram em luta corporal. Durante a briga, ele também foi esfaqueado. O homem fugiu e não havia sido identificado até a publicação desta reportagem.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e tentou reanimar as vítimas. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, Henrique morreu no local. Breno chegou a ser socorrido, mas morreu na ambulância.
Uma bicicleta que, segundo testemunhas, era utilizada pelo suspeito foi deixada no local.
Prima de Henrique, a dona de casa Flávia Rodrigues contou que soube do crime pela irmã dele. Ela disse que a morte pegou a família de surpresa e lembrou do primo como uma pessoa carismática e trabalhadora. “Sempre foi um menino muito carismático, com muitos sonhos, com a vida pela frente, e hoje receber uma notícia dessa é muito triste”, lamentou.
Flávia disse que a família ainda recebia informações desencontradas sobre as circunstâncias do crime e, por isso, não sabia detalhes sobre o responsável pelos ataques.
“A gente fica até sem palavras, porque ninguém espera uma situação como essa. Vai ficar uma saudade. Ele era um menino de ouro”, disse.
Segundo a prima, o pai de Henrique foi ao Instituto Médico Legal (IML) para providenciar a liberação do corpo. A reportagem procurou a Polícia Civil para obter informações sobre a investigação, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. A matéria será atualizada quando houver retorno.
*Com informações da repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta