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Operação

Homem é preso por contrabando de cigarros eletrônicos em João Neiva

Polícia apreendeu 35 dispositivos em comércio; suspeito e companheira também são investigados por tráfico e lavagem de dinheiro

Publicado em 28 de Agosto de 2026 às 21:13

Ana Muniz

Publicado em 

28 ago 2026 às 21:13

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante por contrabando de cigarros eletrônicos em João Neiva, no Norte do Espírito Santo. A prisão ocorreu na quinta-feira (27), durante a Operação Sentinela, da Polícia Civil. Ele e a companheira são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca ligados ao casal, sendo dois em residências e cinco em estabelecimentos comerciais — uma distribuidora de bebidas, uma lanchonete, um bar e duas lojas de roupas femininas. Em um desses comércios, os policiais encontraram 35 cigarros eletrônicos que, segundo a Polícia Civil, seriam destinados à venda. A comercialização desses dispositivos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


O homem foi preso em flagrante e autuado por contrabando. Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de João Neiva, Ricardo Barbosa, a investigação relacionada a esse crime será encaminhada à Justiça Federal, enquanto as demais apurações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.

Segundo o Delegado Ricardo Barbosa, o material apreendido na operação irá contribuir para o avanço da investigação.
Segundo o Delegado Ricardo Barbosa, o material apreendido na operação irá contribuir para o avanço da investigação. Divulgação | Polícia Civil

Celulares e notebooks foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados e serão analisados em busca de elementos que possam contribuir com o inquérito. Os policiais também apreenderam dois veículos utilizados pelos investigados, embora os bens não estejam registrados em nome deles.


De acordo com o delegado, o casal apresentou uma ascensão econômica repentina e passou a manter um padrão de vida que, segundo a investigação, seria incompatível com a renda proveniente dos estabelecimentos comerciais. “Nesses locais, verificou-se que eles têm uma capacidade financeira que não condiz com a realidade. Toda a comercialização não tem nenhum tipo de documento”, afirmou Ricardo Barbosa.


O delegado afirmou ainda que, após o início do inquérito, empresas ligadas aos investigados passaram para o nome de outras pessoas. “Depois que a investigação iniciou, eles fragmentaram as empresas entre parentes. Uma empresa passou a pertencer à irmã dessa investigada e um bar passou a pertencer ao avô da investigada. Então, a gente está vendo que eles estão pulverizando as empresas entre familiares na tentativa de esconder esse patrimônio”, explicou.

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