Um homem de 34 anos foi preso na tarde de sábado (13) com um fuzil calibre 5.56 e três carregadores no bairro Praia de Itaparica, em Vila Velha. Segundo a Polícia Civil, o armamento foi trazido do Rio de Janeiro e seria entregue a traficantes que atuam no Espírito Santo.
De acordo com a corporação, o fuzil, de fabricação nacional, estava com a numeração raspada e é avaliado entre R$ 40 mil e R$ 60 mil no mercado clandestino.
A prisão foi realizada por equipes do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Segundo o chefe do Denarc, delegado Ricardo Almeida, as investigações apontam que as negociações envolvendo o armamento foram feitas pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
O suspeito, que não possui antecedentes criminais, afirmou ter recebido R$ 2.500 para transportar a arma da região de Bangu, no Rio de Janeiro, para o Espírito Santo. De acordo com as investigações, ele mora no Estado e trabalha em uma empresa de telecomunicações.
Natural do Rio de Janeiro e oriundo da comunidade Vila Aliança, o homem negou ligação com facções criminosas e alegou ter aceitado a proposta porque precisava quitar uma dívida da irmã com um agiota.
Ainda segundo a Polícia Civil, ele saiu do Rio de Janeiro na manhã de sábado e foi preso por volta das 15h, ao deixar um hotel em Vila Velha.
Ricardo Almeida afirmou que a corporação ainda investiga para qual área de atuação do TCP no Espírito Santo o armamento seria destinado. Segundo ele, a apuração segue em andamento para identificar quem receberia a arma e em qual região ela seria utilizada.
Já em relação à origem do fuzil, o delegado informou que a investigação será realizada em conjunto com as forças de segurança do Rio de Janeiro.
"A gente vai encaminhar esse fuzil para a Polícia Científica para fazer os exames necessários. Esse fuzil, no mercado clandestino, custa cerca de R$ 40 a R$ 60 mil”, disse o delegado.
O chefe do Denarc destacou a importância da apreensão e afirmou que, caso chegasse às mãos de criminosos, o armamento poderia ser utilizado em ataques contra forças de segurança ou para intimidar a população.
Como, segundo a polícia, houve pagamento para a realização do transporte da arma, o homem foi autuado por comércio ilegal de arma de fogo, crime previsto no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento. A pena prevista varia de seis a 12 anos de prisão.