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Vilmara Fernandes

Meninas de até 14 anos lideram estatísticas de crimes sexuais no ES

Casos ocorrem, em sua maioria, nas residências, segundo dados do novo Painel de Crimes contra a Dignidade Sexual, do Observatório da Segurança Pública

Publicado em 30 de Julho de 2026 às 03:30

Públicado em 

30 jul 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Violência contra mulher
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

No Espírito Santo, a violência sexual atinge principalmente meninas de até 14 anos. Elas enfrentam estupros, assédios e importunações em suas casas, o lugar onde deveriam estar mais seguras.


Os dados são do novo painel do Observatório da Segurança Pública, que reúne informações sobre crimes contra a dignidade sexual no Estado. Só este ano, até o mês de junho, foram efetuados 1.712 registros, distribuídos entre a Região Metropolitana (871) e o interior (841).


Essas ocorrências atingiram vítimas adultas (748 registros), adolescentes (509) e crianças (333).


O perfil estatístico aponta que 79% dos casos envolvem mulheres. Além disso, em 45,4% dos registros, as vítimas tinham até 14 anos, incluindo 10 crianças de apenas 1 ano e outras 47 de 3 anos. Na maioria das vezes (43,8%), a residência foi o local do crime, mas também há ocorrências em vias públicas, comércios, e no ambiente web, entre outros espaços.


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A lista das violações à dignidade sexual  é longa e abrange desde estupro, incluindo a modalidade vulnerável e a tentativa, até assédio sexual, importunação, ato obsceno, corrupção de menores, atentado violento ao pudor, sedução, favorecimento à prostituição, violação sexual mediante fraude.


Registros nas cidades


Entre os municípios com mais de 100 registros estão Serra (241), Vila Velha (198), Cariacica (169) e Vitória (150).


Em algumas cidades, o número de ocorrências é mais do que o dobro do registrado no ano anterior, o que pode indicar um aumento das denúncias após ações pontuais e visitas policiais às regiões. E há ainda a possibilidade de subnotificações. 


Nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com o período de 2025, destacam-se, Jaguaré (20 registros contra 8), além de Brejetuba e Rio Bananal, com 11 casos cada, ante 4 do ano passado.


Nos últimos anos se observou um crescimento no número de registros até 2024, com uma redução de 3,4% em 2025. Confira:


  • 2018 - 2.457

  • 2019 - 2.751

  • 2020 - 2.413

  • 2021 - 2.507

  • 2022 - 3.210

  • 2023 - 3.258

  • 2024 - 3.622

  • 2025 - 3.465

  • 2026 - 1.712 (primeiro semestre)


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