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Combate ao Crime

Guarda de Vitória faz força-tarefa para apagar pichações de facções na Capital

Ação da prefeitura remove pichações associadas a grupos criminosos de muros, praças, escadarias e outros espaços públicos para reduzir a sensação de insegurança

Publicado em 07 de Julho de 2026 às 10:54

Jaciele Simoura

Publicado em 

07 jul 2026 às 10:54

A Guarda Civil Municipal de Vitória coordena uma força-tarefa para apagar pichações e retirar símbolos ligados a facções criminosas em diferentes regiões da Capital. Segundo a corporação, em dois meses, as equipes já atuaram em 20 pontos da cidade, removendo inscrições de muros, quadras, praças, escadarias e outros espaços públicos.


De acordo com o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Boni, as pichações com referências a facções criminosas são tratadas como uma forma de demarcar território e intimidar moradores.


"Em estudos e pesquisas da área da segurança urbana, pichações com referências a facções criminosas são tratadas como marcadores de domínio territorial, usadas para impor medo, intimidar a população, demarcar áreas de influência e reforçar a presença de grupos criminosos em determinadas comunidades. Por isso temos dado atenção conjunta a esse tipo de situação", explicou.


Segundo a Guarda Municipal, a remoção ocorre sempre que as equipes identificam esse tipo de inscrição durante o patrulhamento ou após denúncias e monitoramento. Em seguida, o local é incluído em um mutirão que reúne diferentes setores da Prefeitura de Vitória.

Participam da ação equipes da Central de Serviços, responsáveis pela limpeza, manutenção e pintura dos espaços, além de outros órgãos acionados conforme a necessidade de cada local, como reforço de iluminação e recuperação de estruturas urbanas.


A comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves, afirmou que a permanência dessas inscrições pode contribuir para o medo de moradores e comerciantes, especialmente em regiões onde a população já convive com vulnerabilidades sociais e urbanas.


"A retirada rápida desses símbolos, por outro lado, ajuda a romper a naturalização dessas marcas e evita que a paisagem urbana seja usada como instrumento de ameaça ou propaganda criminosa", disse a comandante.


Fabiana Gonçalves também ressaltou que pichações configuram crime e destaca que esse tipo de inscrição não se confunde com o grafite, manifestação artística reconhecida e regulamentada quando autorizada.

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Acima: João Calmon, Gerson Camata, José Ignacio Ferreira, Magno Malta, Ricardo Ferraço e Marcos do Val. Abaixo: Fabiano Contarato e Renato Casagrande

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