Em busca de consolidar alianças que garantam ao PL protagonismo nas disputas majoritárias pelo governo do Estado e pelo Senado nas eleições deste ano, o senador Magno Malta, presidente estadual da legenda, cumprirá agenda em Brasília nesta quarta-feira (8).
O senador deverá se reunir com o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, por volta das 16 horas. O encontro foi confirmado à reportagem de A Gazeta por fontes ligadas à cúpula do Republicanos.
Magno foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, para comentar a reunião e detalhar a pauta do encontro. Até a conclusão desta reportagem, porém, não havia respondido.
Segundo apuração da reportagem, o principal tema da conversa será a possibilidade de uma aliança entre PL e Republicanos no Espírito Santo. Um dos objetivos do entendimento seria garantir um palanque eleitoral para o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República.
A reunião também ocorre em meio ao impasse nas negociações entre as duas legendas no cenário estadual.
Nos bastidores da política capixaba, a avaliação é de que o grupo liderado pelo Republicanos, que tem o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini como principal aposta na disputa pelo Palácio Anchieta, sinalizou interesse em uma composição com o PL como forma de ampliar o diálogo com o eleitorado bolsonarista.
Também pesam nas negociações o tempo de propaganda eleitoral e a estrutura financeira do PL, partido que possui a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados e deverá receber a maior fatia do Fundo Eleitoral neste ano. A legenda comandada por Magno Malta terá cerca de R$ 881 milhões, à frente do Partido dos Trabalhadores, com aproximadamente R$ 615 milhões, e do União Brasil, com cerca de R$ 526 milhões.
As conversas, entretanto, teriam perdido força diante de condições apresentadas por Magno para apoiar o grupo político liderado pelo presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o senador reivindica espaços na chapa majoritária, defendendo que o PL indique sua filha, Maguinha Malta, para a primeira vaga ao Senado e outro nome da legenda para o posto de vice em uma eventual candidatura encabeçada por Pazolini.
A proposta teria desagradado tanto ao grupo político alinhado ao ex-prefeito quanto à direção estadual do Republicanos.