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Publicado em 21 de agosto de 2025 às 19:06
- Atualizado há 6 meses
Um trio, identificados como Antônio Orlando Lima dos Santos, de 45 Anos, e Ricardo Lopes Castelani, de 44 Anos, e Miriam Oliveira Lovate Silva, de 42 Anos, foi preso em flagrante na sexta-feira (15), no bairro da Penha, em Vitória, pelos crimes de tentativa de estelionato e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos, que são do Rio de Janeiro, foram detidos no momento em que praticavam o crime conhecido como “golpe da cesta básica”. >
De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), delegado Fabiano Alves, o golpe funciona da seguinte forma: criminosos oferecem às vítimas benefícios como cestas básicas, medicamentos de uso contínuo ou vale-gás. Para ter acesso aos itens, as pessoas são induzidas a realizar um cadastro, momento em que os golpistas conseguem dados pessoais para aplicar fraudes.>
Para o cadastro, os criminosos tiram fotos dos documentos, do rostos das vítimas e delas com eles (documentos). >
Com essas informações, os estelionatários abrem conta em bancos digitais e passam a fazer empréstimos para serem quitados com o INSS da pessoa e até antecipam o 13º salário. >
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Segundo o delegado, os criminosos estiveram no Espírito Santo em junho deste ano, quando as primeiras vítimas procuraram a Polícia Civil. A partir daí, as investigações começaram e levaram cerca de dois meses para identificar os três suspeitos. Na quinta-feira (14), a polícia descobriu que eles haviam retornado ao Estado e estavam aplicando o golpe novamente.>
“Na sexta, nós montamos uma operação pela manhã para tentar localizar onde estavam. Conseguimos localizá-los no alto do bairro da Penha. Quando chegamos na residência, conseguimos abordar um deles, que estava em um veículo. Os outros dois estavam dentro da residência aplicando golpe em mais duas senhoras”, disse o delegado Fabiano Alves. >
Conforme o titular da Defa, as vítimas estavam preparando um café da manhã para os golpistas. “Eles têm o poder de convencimento grande. São vítimas humildes, pensionistas, aposentados que ganham um, dois salários mínimos".>
Os suspeitos confessaram o crime e revelaram que há mais um integrante no grupo, que está sendo procurado. Segundo as investigações, os golpistas ligavam para as vítimas informando que elas haviam sido contempladas com os benefícios, se apresentavam como representantes de uma ONG ou até mesmo do governo federal. >
Ainda conforme a polícia, os suspeitos chegavam a levar cestas básicas ou entregavam dinheiro como se fosse vale-gás na visita às vítimas. >
“Primeira coisa que se deve fazer é não passar dados para desconhecidos. Outro alerta é você receber benefícios que não solicitou. Quem identificar os criminosos ou passou pela mesma situação, procure a Polícia Civil” destacou o delegado.>
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.>
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