“É muito complicado para a gente tentar assimilar tudo o que aconteceu. Minha mãe era uma pessoa muito conhecida e querida em Guaçuí”, lamentou a filha de Valdineia Mendes da Silva, vítima de um latrocínio ocorrido na segunda-feira (11) na região do Caparaó do Espírito Santo.
Rayane Mendes da Silva é a mais velha de cinco irmãos criados pela mãe solo. Descrita como trabalhadora, a mulher de 44 anos estava vivenciando um momento feliz e de mudança na vida. Há cerca de uma semana, ela havia começado a trabalhar como cuidadora e se mudaria do interior para a sede da cidade.
Valdineia será velada na noite desta quarta-feira (13) na Capela Mortuária Municipal. O sepultamento está previsto para a manhã de quinta-feira (14), no cemitério do distrito de São Pedro de Rates.
O crime
O caso foi registrado inicialmente como desaparecimento e compartilhado nas redes sociais. No entanto, Rayane conta que, ao encontrar a moto de Valdineia, a família suspeitou que algo ruim havia acontecido. Ela diz que a mãe nunca deixava de dar notícias e jamais abandonaria sua motocicleta em uma área rural.
Os parentes afirmam que não havia motivos para o crime e acreditam que a mulher estava "no lugar errado e na hora errada". Eles também defendem a possibilidade do envolvimento de outras pessoas, já que as imagens de câmeras de segurança mostrariam mais envolvidos na ação. Além disso, o menor que confessou a morte já conhecia a família.
O corpo da mulher foi encontrado em uma pedreira, em uma área de mata e estrada de chão; já a motocicleta foi abandonada do outro lado da cidade. A filha comenta que os suspeitos poderiam ao menos ter indicado o local onde ela foi deixada para que a família pudesse se despedir de forma digna. Por causa das agressões sofridas pela mulher, não será possível realizar o velório com o caixão aberto.
Por fim, familiares de Valdineia cobram respostas sobre a motivação do crime e esperam que os responsáveis sejam punidos pela Justiça.