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Dois anos depois

Ex-patrão e mais dois vão a júri por morte de grávida em Guarapari

Ex-patrão de Nadyane Santana, de 20 anos, é apontado pela investigação como mandante do assassinato da jovem

Publicado em 18 de Maio de 2026 às 10:16

Jaciele Simoura

Publicado em 

18 mai 2026 às 10:16
Anderson Henrique da Silva Kifer apontado como mandante do assassinato de Nadyane Santana
Anderson Henrique da Silva Kifer apontado como mandante do assassinato de Nadyane Santana Reprodução

Três homens vão a júri popular pelo assassinato de Nadyane Santana, de 20 anos, encontrada morta em uma área de mata no bairro Village do Sol, em Guarapari, em abril de 2024. A jovem estava grávida de dois meses na época do crime, segundo familiares.


Entre os acusados está Anderson Henrique da Silva Kifer, apontado pela investigação como mandante do assassinato. Segundo a polícia, ele era patrão de Nadyane, que trabalhava como ajudante em uma lanchonete, e mantinha um relacionamento extraconjugal com a jovem.


Os presos pelo crime são:


  • Anderson Henrique da Silva Kifer, mandante do crime. Preso em 16/04/2024 no bairro Muquiçaba, Guarapari;
  • Cláudio Junio Soares. Preso em 18/04/2024 no bairro Santa Rosa, Guarapari;
  • Thalison Likteneld. Preso em 18/04/2024 no bairro Ipiranga, Guarapari.


De acordo com a investigação, a esposa de Anderson descobriu a traição, o que teria provocado conflitos familiares e ameaças envolvendo Nadyane. A polícia também apurou que a jovem guardava drogas para Cláudio, amigo de Anderson. Parte desse material teria desaparecido, gerando uma dívida de aproximadamente R$ 4 mil.


Ainda segundo as investigações, Anderson teria pago a dívida para Cláudio em troca da execução da jovem. Thalison Likteneld também é acusado de participar do crime.


Conforme a denúncia do Ministério Público, na noite de 5 de abril de 2024, Cláudio e Thalison buscaram Nadyane na casa dela, no bairro Santa Rosa, dizendo que ela iria resolver a dívida. No entanto, segundo a acusação, a vítima estava sendo levada para ser assassinada.


Durante o trajeto, a jovem percebeu que algo estava errado e enviou fotos do interior do carro e do caminho para amigos. As imagens ajudaram a polícia a identificar o veículo usado no crime e a iniciar as investigações.


Segundo o processo, ao chegarem em Village do Sol, Nadyane foi retirada do carro e baleada. O corpo dela foi enterrado em uma cova rasa em uma área de mata.


A Polícia Civil apontou que Cláudio confessou o crime e detalhou a participação dos envolvidos. Já Thalison admitiu que estava no veículo, mas negou saber que o homicídio aconteceria.


Os três acusados vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Até o momento, a data do julgamento não foi definida pela Justiça.

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