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Dupla é presa após manter família refém e roubar mais de R$ 100 mil em Viana

Dupla é presa após manter família refém e roubar mais de R$ 100 mil em Viana

Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram ameaçadas durante assalto dentro de casa no bairro Marcílio de Noronha; crime aconteceu em julho do ano passado

Publicado em 25 de março de 2026 às 16:50

Caso aconteceu em julho do ano passado no bairro Marcília de Noronha

Um assalto no qual uma família acabou mantida refém dentro de casa no bairro Marcílio de Noronha, em Viana, ocorrido no dia 1º de julho de 2025, teve a investigação concluída pela Polícia Civil e resultou na prisão de dois envolvidos. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (25). Cleydson Gabriel Borges Silva, vulgo "Zói", de 26 anos, e Leandro Lima Borges, vulgo "Brancão", de 28, apontados como autores do crime, estão presos preventivamente. Segundo a corporação, o crime causou prejuízo superior a R$ 100 mil.

De acordo com o delegado Gabriel Monteiro, a ação começou por volta das 6h20, quando a esposa da vítima saiu de casa e percebeu um carro modelo Chevrolet Corsa branco parado na rua, mas não desconfiou da situação. Cerca de 20 minutos depois, quando o homem saía da garagem, foi surpreendido por um criminoso armado. “Ele foi rendido, obrigado a se deitar no chão e questionado sobre dinheiro e joias”, explicou o delegado.

Segundo a investigação, um comparsa chegou em seguida e posicionou o carro em frente à residência para impedir qualquer reação. A dupla invadiu o imóvel e rendeu toda a família, que foi mantida sob ameaça dentro de casa.

Ainda segundo a polícia, o homem, que trabalhava como vendedor de joias, chegou a entregar algumas peças aos criminosos ainda na garagem; mesmo assim, foi levado para dentro da residência. No local, ele acabou amarrado com um fio de ventilador e mantido sob ameaça junto com um bebê de um ano, uma criança de quatro anos e uma adolescente.

 “Eles ficaram o tempo todo ameaçando matar, perguntando por dinheiro e joias. Foi um momento de pânico dentro da casa”, disse o delegado.

A adolescente relatou à polícia que ficou traumatizada após o crime e passou a ter pesadelos, além de não querer retornar à residência.

Crime premeditado

De acordo com a investigação, há indícios de que os suspeitos já monitoravam a rotina da família. Segundo o delegado, a própria vítima reconheceu os criminosos em imagens do dia anterior ao assalto, o que indica que eles estavam observando o local. A polícia também apura se houve repasse de informações por terceiros, mas essa hipótese ainda está sendo investigada.

Após o crime, a vítima conseguiu se soltar e acionou a polícia, sendo que as investigações começaram no mesmo dia. Segundo Gabriel Monteiro, a identificação dos suspeitos foi possível a partir do veículo utilizado por eles e também por imagens de câmeras de segurança.

O carro foi localizado em um condomínio no bairro Limão, em Cariacica. No local, a mãe de um dos suspeitos confirmou que o veículo era usado pelo filho, que também foi reconhecido pela companheira. Durante buscas na residência, os policiais encontraram munições calibre .38.

Além disso, a tornozeleira eletrônica de um dos suspeitos foi fundamental para comprovar a participação no assalto. “A tornozeleira mostrou todo o trajeto dele, do endereço da vítima até o condomínio. Isso foi determinante para a investigação”, afirmou o delegado.

Prisões e histórico criminal

(esquerda) Cleydson Gabriel Borges Silva, vulgo
À esquerda: Cleydson Gabriel Borges Silva, vulgo "Zói", de 26 anos e Leandro Lima Borges, vulgo "Brancão", de 28 anos, foram presos pelo assalto Crédito: Divulgação | Polícia Civil

Um dos suspeitos, Cleydson Gabriel Borges Silva, conhecido como “Zói”, foi preso no dia 6 de julho de 2025, poucos dias após o crime, após ação da Polícia Militar. Já Leandro Lima Borges, o “Brancão”, acabou localizado e detido no dia 20 de fevereiro deste ano, após ficar foragido. Segundo a polícia, ele rompeu a tornozeleira eletrônica depois do crime e tentou fugir.

De acordo com o delegado, os dois possuem extensa ficha criminal. “São indivíduos que utilizam o crime como meio de vida. Já vinham aterrorizando a população, inclusive no condomínio onde moravam”, disse.

Conforme a Polícia Civil, os criminosos levaram joias, dinheiro, relógios e outros itens da residência. A maior parte do prejuízo está relacionada às joias e objetos ligados à atividade profissional da vítima. Até o momento, nada foi recuperado. 

A corporação informou que as investigações seguem para identificar possíveis outros envolvidos. Segundo o delegado, o objetivo foi retirar os suspeitos de circulação para evitar situações ainda mais graves. “Eles estavam em uma escalada criminosa e poderiam evoluir para crimes ainda mais violentos”, afirmou.

Os dois suspeitos vão responder por roubo majorado com restrição de liberdade das vítimas.

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