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Regime semiaberto

Dois detentos são mortos ao saírem de presídio para trabalhar em Viana

Ivan Valiati, de 47 anos, e Joelson Oliveira dos Santos, de 30 anos, estavam a caminho do ponto de ônibus quando foram assassinados a tiros na manhã desta segunda-feira (18)

Publicado em 18 de Novembro de 2024 às 11:13

Júlia Afonso

Publicado em 

18 nov 2024 às 11:13
Dois internos do regime semiaberto da Penitenciária Agrícola do Espírito Santo foram mortos a tiros após saírem do presídio para irem trabalhar, no início manhã desta segunda-feira (18), às margens da BR 262, em Viana. Ivan Valiati, de 47 anos, e Joelson Oliveira dos Santos, de 30 anos, estavam indo para o ponto de ônibus quando foram surpreendidos pelos disparos. 
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Ivan cumpria pena no local desde março deste ano, pelos crimes de homicídio qualificado e porte de arma de uso restrito, cometidos em Portugal. Ele, que era natural do Rio de Janeiro, estava em solo capixaba após solicitar extradição para o Brasil, e chegou a receber o benefício de saída temporária neste mês de novembro, retornando no último dia 7. 
Já Joelson estava preso havia mais de 10 anos, desde agosto de 2013. Ele respondia por dois homicídios cometidos em Vila Velha e também saiu temporariamente este mês, retornando no dia 7. 

Motivação

O secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, conversou com a repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta. Ele disse que a motivação para as execuções ainda é um mistério, já que os dois presos não tinham rivalidade entre eles e nem com outros grupos dentro da unidade prisional. 
"Eram dois presos do regime semiaberto de bom comportamento, um deles estava há muito tempo preso, desde 2013, outro que chegou recambiado de Portugal recentemente, portanto nem o crime dele é aqui no Espírito Santo, a única coisa que os liga neste momento é a saída para o trabalho. Então há várias possibilidades que a gente tem que deixar para a Polícia Civil, inclusive deles não serem as vítimas inicialmente pretendidas", declarou o secretário. 
Outros presos que também saíam do trabalho estão sendo ouvidos para ajudar nas apurações. Em nota, a Polícia Civil informou que "o caso seguirá sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana. Até o momento, nenhum suspeito foi detido".

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