Os seis réus pelo sequestro e morte de Lázaro Airan dos Santos Pereira, de 17 anos, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, foram pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada na última segunda-feira (21), segundo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).
Os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) pelos crimes de homicídio qualificado consumado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado e associação criminosa. A data do julgamento ainda não foi definida.
O processo tramita em segredo de Justiça e, por isso, o TJES informou que não pode fornecer outros detalhes sobre o caso.
Os advogados Lázaro Souza Lopes e Higor Constâncio Blunck, que defendem Yan Krislan Pereira Dias, afirmaram que o cliente não teve participação no homicídio e não sabe quem são os autores do crime.
Segundo a defesa, a participação de Yan se limitou à recuperação do televisor furtado, sem que ele soubesse o que teria acontecido depois que Lázaro entrou no veículo de um policial militar. Os advogados disseram que a inocência do cliente será demonstrada no Tribunal do Júri.
Gabriel Almeida, que representa Alex Nascimento, informou que o réu respeita a decisão, embora discorde dela. Segundo o advogado, Alex e a defesa decidiram não se manifestar sobre o caso.
A defesa de Felipe Silva Rodrigues, representada pela advogada Luciana Costa, informou que prefere não se manifestar neste momento. A reportagem mantém o espaço aberto para manifestações das defesas dos demais réus.
Lázaro saiu de casa em 12 de junho de 2025 para entregar uma televisão que havia sido vendida por um amigo, próximo a um restaurante no Centro de São Mateus. Câmeras de segurança registraram o adolescente entrando em um carro. Depois disso, ele não foi mais visto.
O corpo foi encontrado em 4 de julho, semanas após o desaparecimento, enterrado em uma área de mata em Barra Nova, em São Mateus.
Em agosto de 2025, a Polícia Civil concluiu o inquérito e apontou a existência de uma milícia armada. Na ocasião, sete pessoas foram presas e, segundo a investigação, indiciadas por homicídio qualificado, milícia armada, sequestro e ocultação de cadáver.
Bruno Alves, que havia sido preso no início da investigação, foi posteriormente solto. Segundo a defesa, ele deixou a prisão depois que o MPES concluiu não haver elementos suficientes para denunciá-lo.