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Caso em Vila Velha

Casal é preso após denúncia de homofobia e agressão na Praia da Costa

Welington Lamas Gomes, de 46 anos, e Dacinara de Souza Muniz Silva, de 55, foram autuados em flagrante por injúria racial e injúria, e encaminhados ao sistema prisional

Publicado em 23 de Junho de 2025 às 11:19

Felipe Sena

Publicado em 

23 jun 2025 às 11:19
2ª Delegacia Regional, localizada em Vila Velha
2ª Delegacia Regional, localizada em Vila Velha Crédito: Polícia Civil
Um casal foi preso, na noite do último domingo (22), suspeito de agredir física e verbalmente um jovem de 27 anos com insultos homofóbicos, na orla da Praia da Costa, em Vila Velha. O caso aconteceu por volta das 18h50 e foi registrado no boletim de ocorrência da Polícia Militar como homofobia. Welington Lamas Gomes, de 46 anos, e Dacinara de Souza Muniz Silva, de 55, foram autuados em flagrante. 
A PM afirmou que uma equipe que realizava patrulhamento na rua foi abordada pelo rapaz de 27 anos, que relatou ter sido empurrado, ameaçado e agredido com uma cotovelada por um homem que estava acompanhado da esposa. A vítima denunciou o casal por homofobia, afirmando que durante a agressão ouviu o homem dizer: "Vou bater nesse v****", usando um termo pejorativo. 
Segundo a Polícia Militar, duas mulheres que testemunharam o ocorrido confirmaram a versão da vítima. Com base na descrição repassada — um homem branco, sem camisa, de bermuda vermelha, acompanhado de uma mulher de roupa preta e boné rosa — os policiais fizeram buscas nas imediações e localizaram Wellington e Dacinara.
Agentes da corporação afirmaram no boletim de ocorrência que o casal, que apresentava sinais de embriaguez, foi detido. Os militares relataram que, no trajeto até a Delegacia Regional de Vila Velha, Wellington ainda teria ofendido a companheira com xingamentos e afirmado que “se passaria por v****" perante a autoridade policial para tentar se livrar da responsabilização”, usando mais uma vez uma expressão homofóbica. 
A Polícia Civil informou que Wellington e Dacinara foram autuados em flagrante por injúria racial e injúria, e encaminhados ao sistema prisional. Desde 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que atos ofensivos praticados contra pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ podem ser enquadrados como injúria racial. A decisão foi tomada no julgamento de um recurso (embargos de declaração) apresentado pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa do casal e deixa este espaço em aberto para um posicionamento.
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