O ajudante de pedreiro Nilton Rufino Siqueira, de 22 anos, foi morto a tiros no bairro Cascata, na Serra, nesta quinta-feira (22). Segundo testemunhas, a vítima estava em frente a uma barbearia quando uma pessoa passou atirando de dentro de um carro.
A perícia da Polícia Científica encontrou cerca de 40 cápsulas de munição no local do crime e identificou 14 perfurações no corpo da vítima, atingida na cabeça, no braço e no glúteo. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso.
O proprietário da barbearia contou que cortava o cabelo de um funcionário dentro do estabelecimento quando ouviu os disparos. Os dois precisaram se esconder para se proteger.
Durante o ataque, a porta de vidro da barbearia foi atingida por projéteis e quebrou. Os tiros também atingiram o carro do barbeiro e uma distribuidora de bebidas localizada nas proximidades.
O pai da vítima, o pedreiro Pedro Ernesio Siqueira, contou que o filho havia deixado o envolvimento com o tráfico de drogas e começado a trabalhar como ajudante de pedreiro. Segundo ele, Nilton estava tentando reconstruir a vida quando foi assassinado.
“Eu espero que peguem as câmeras e descubram alguma coisa. Porque é difícil você perder um filho pelo passado. Ele estava trabalhando; o menino estava se consertando. É um orgulho para o pai saber que o filho saiu da situação. Depois de passar pelo processo dele, saindo dessa situação, a gente fica, assim, também amargurado”, desabafou.
Pedro contou ainda que o filho gostava de pescar e os dois conversavam diariamente. Agora, o pai diz que restam as lembraças e a dor da perda.
“E isso aí (o assassinato) serve para os rapazes que estão nessa vida. A dor para uma mãe e um pai que perdem um filho para as drogas é terrível. Eu espero que eles escutem isso aí e vejam que é difícil", alertou o pai.
A Polícia Civil foi demandada para mais informações. A matéria será atualizada quando houver retorno.