Um advogado, identificado como Adriano de Oliveira, de 48 anos, morreu em um acidente entre um carro e uma moto na Avenida Porto Dourado, no bairro Porto Dourado, na Serra. Testemunhas contaram à Polícia Militar que a vítima estava na garupa da motocicleta quando um carro entrou na contramão e bateu no veículo na noite de sexta-feira (28).
Conforme a polícia, o motorista fez o teste do bafômetro, que deu positivo, com o dobro da quantidade permitida pela Lei Seca. Além dos sinais de embriaguez, a polícia informou que ele não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Adriano perdeu uma das pernas com o impacto. Ele recebeu atendimento no local, mas morreu dentro da ambulância. A corporação acredita que o carro bateu na lateral da moto, por isso Adriano foi o mais afetado.
O condutor da moto, que era colega de trabalho de Adriano, foi levado ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUEE), em Vitória, e não corre risco de morte. No momento da colisão, os dois seguiam para casa após um dia de trabalho em uma farmácia.
A família de Adriano contou que ele sempre pegava carona com o motociclista após trabalhar como atendente de balcão. O serviço era uma forma de obter renda extra para ajudar a família e conseguir prestar o concurso público para realizar o sonho de se tornar promotor de justiça.
Segundo a corporação, o motorista fugiu do local e voltou uma hora depois sem o veículo. Ele falou aos militares ter ido embora por medo de represália. Por isso, deixou o automóvel na garagem de casa em Serra Dourada II, na Serra, e depois retornou. O automóvel foi guinchado. O homem negou ter entrado na contramão.
No hospital, o motociclista confirmou a descrição das testemunhas. Contou que seguia sentido Norte, em direção a Serra Sede, quando o carro fez uma ultrapassagem proibida. Ele solicitou representação criminal contra o motorista.
Não foi possível a realização do teste do bafômetro do piloto devido ao atendimento de urgência, mas ele não tinha nenhum sinal clínico de embriaguez e tem CNH, de acordo com a polícia.
O motorista foi conduzido para a 3ª Delegacia Regional. Segundo a Polícia Civil, a ocorrência está em andamento no plantão vigente da Delegacia Regional da Serra. Somente após a conclusão do atendimento a corporação vai poder informar os procedimentos adotados.
Adriano era filho único, deixa esposa e um filho de 23 anos. Em entrevista à repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta, a mãe dele, a diarista Elicéia Rosa, de 65 anos, contou que o filho corre atrás dos sonhos e conseguiu se formar em Direito aos 40 anos. Ela também pediu mais cuidado no trânsito.
“É meu único filho, que eu amo de paixão. Toda noite chegava e me dava um abraço e um beijo de boa noite. E ontem, infelizmente, ele não chegou para me dar meu abraço nem meu beijo. É porque ele teve um acidente e morreu. Tenham mais cuidado no trânsito. Respeitem o outro, o motociclista. Ontem era meu filho. Hoje pode ser que seja o filho de outra pessoa. Não desejo isso para ninguém. É muito triste”, desabafou a mãe de Adriano.