Uma advogada de 31 anos foi presa na manhã desta sexta-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil no bairro Esplanada, em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo. Conforme a corporação, a ação teve como objetivo desarticular o grupo responsável por um homicídio ocorrido em novembro de 2025 no bairro Fátima, em Jaguaré. Na ocasião, a vítima foi morta a tiros enquanto trabalhava em um trator.
Conforme as investigações, a advogada é suspeita de integrar essa organização criminosa e auxiliar na comunicação, exercendo a função de "pombo-correio", levando mensagens de líderes da facção presos aos executores que permaneciam nas ruas e, no sentido inverso, repassando informações dos integrantes em liberdade aos detentos.
A Polícia Civil não divulgou a identidade da advogada, mas a reportagem de A Gazeta apurou que trata-se de Lorrayane Oliveira dos Santos. Durante a ação, também foram presos Ademilson José dos Santos, de 29 anos, e Raimundo Conceição dos Santos, de 40.
Os outros três investigados e integrantes do grupo que já haviam sido presos anteriormente são: Jhonatan Conceição dos Santos, de 28 anos; Gilberto Candido Barbosa, de 23; e Uarles Delgado Silva, de 34.
A ação desta sexta-feira é mais uma fase da operação batizada de "Tolerância Zero", que, segundo a Polícia Civil, já resultou na prisão de 42 pessoas ligadas a crimes violentos.
A reportagem de A Gazeta tenta contato com as defesas dos presos citados. O espaço segue aberto para manifestações.
Sobre a advogada, a seccional do Espírito Santo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) informou que "a Comissão de Prerrogativas acompanhou a diligência realizada pelas autoridades, como ocorre rotineiramente em todos os casos que envolvem advogados e advogadas, com a finalidade exclusiva de assegurar o respeito às prerrogativas profissionais e às garantias constitucionais, em observância ao Estatuto da Advocacia. O caso será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina para análise".