Cinco policiais militares se tornaram réus pela morte de Danilo Lipaus Matos, de 20 anos, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. A Justiça recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado (MPES). Três PMs vão responder por homicídio consumado e outros dois, por tentativa de homicídio. Todos são acusados de agir com dolo eventual.
O crime aconteceu na madrugada do dia 1º de fevereiro do ano passado. Danilo era vistoriador de veículos e foi atingido por cinco tiros durante uma ação policial. Mais de 40 disparos foram efetuados contra a Fiat Strada branca que ele dirigia, segundo as informações do caso. O veículo não havia parado em quatro abordagens policiais.
Ainda segundo o MPES, a Justiça determinou medidas cautelares para os cinco réus e fixou um valor mínimo de reparação por danos morais aos familiares da vítima. O processo tramita sob sigilo, e outras informações não foram divulgadas.
Segundo o boletim da Polícia Militar, seis policiais participaram da ação:
- Renan Pessimílio - 3º sargento da PM
- Roberth Willian Meirelles - cabo da PM
- Bill Guidoni Ferrari - cabo da PM
- Rodrigo de Jesus Oliveira - cabo à época da ocorrência, atualmente sargento
- Eduardo Nardi Ferrari - soldado da PM
- Ramon Lucas Rodrigues Souza - soldado da PM
Apesar de seis policiais serem citados no boletim, cinco foram denunciados pelo Ministério Público. A reportagem procurou o MPES para saber qual dos militares não foi denunciado e por quê. O texto será atualizado quando houver retorno.
A defesa do sargento Rodrigo de Jesus Oliveira, representada pelo advogado Pedro Lozer Pacheco Júnior, afirma que o militar agiu sob a percepção de estar diante de uma situação real de perigo, em um cenário de tensão e aparente confronto armado.
Segundo o advogado, a ocorrência foi antecedida por sucessivos rompimentos de bloqueios policiais, comunicações de prioridade pelo rádio e disparos de arma de fogo. Na avaliação da defesa, essas circunstâncias devem ser consideradas na análise da conduta do militar.
A defesa também ressaltou que o recebimento da denúncia não representa uma condenação. Informou ainda que apresentará seus argumentos e provas à Justiça, já que o processo tramita sob sigilo.
A reportagem tenta localizar as defesas dos outros policiais citados.