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Aos 93 anos

O adeus a Cacau Monjardim, um dos embaixadores da moqueca capixaba

Segundo familiares, ele sofreu uma parada cardíaca no início da tarde desta terça-feira (18); Cacau deixa a esposa, dois filhos e três netas

Publicado em 18 de Outubro de 2022 às 14:34

Maria Fernanda Conti

Publicado em 

18 out 2022 às 14:34
Aos 89 anos, o advogado Cacau Monjardim é um embaixador da moqueca capixaba
Cacau Monjardim é o inventor da frase "moqueca só capixaba, o resto é peixada". Crédito: Carlos Alberto Silva
Morreu no início da tarde desta terça-feira (18) o jornalista, escritor e empresário Cacau Monjardim, aos 93 anos, em Vitória. De acordo com familiares, ele chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu. A causa da morte foi uma parada cardíaca.
Cacau deixa a esposa, dois filhos e três netas. Ele é o inventor da célebre frase "moqueca só capixaba, o resto é peixada", responsável por divulgar a maior iguaria culinária do Espírito Santo para o resto do país. 
O adeus a Cacau Monjardim, um dos embaixadores da moqueca capixaba
A nora do escritor, Marielle Vasconcellos Monjardim, contou à reportagem de A Gazeta que Cacau começou a passar mal pela manhã. "O laudo ainda não saiu para confirmar o que houve, mas acreditamos que tenha sido uma parada cardíaca. Tentaram reanimá-lo, mas não conseguiram", afirmou.
O velório do jornalista está marcado para começar às 8h desta quarta-feira (19), no cemitério de Santo Antônio, também em Vitória.

RELAÇÃO COM A MOQUECA

Cacau foi um dos maiores nomes na promoção do turismo e da cultura capixaba. O Dia da Moqueca, por exemplo, foi criado em homenagem ao aniversário do escritor, comemorado em 30 de setembro. 
Quem tem boas memórias com o intelectual é o "moquequeiro" e proprietário do restaurante Gaeta, em Guarapari, Nhozinho Matos. Foi no estabelecimento em que Cacau divulgou, pela primeira vez, a frase "moqueca só capixaba, o resto é peixada", tornando-o um dos embaixadores do prato.
Moqueca de badejo com camarão do restaurante São Pedro. O restaurante no bairro Praia do Suá completa este mês 68 anos.
Cacau Monjardim era um apaixonado pela moqueca e defendia o prato como símbolo capixaba Crédito: Carlos Alberto Silva
"Antes do Cacau, a gente não chamava do nosso prato de moqueca, mas sim de peixada. Quando ele lançou o tão famoso slogan aqui no nosso restaurante, tudo mudou. Nós devemos isso ao ilustre amigo Cacau Monjardim", defendeu 
Todos os anos, Cacau visitava o restaurante para comemorar o próprio aniversário. "No final do mês passado, ele esteve aqui, junto com a família. Nos divertidos muito. É uma grande perda para o turismo do Estado. Se não fosse pelo Cacau, a moqueca seria um ensopado qualquer. A moqueca capixaba está de luto", afirmou Nhozinho, que também era amigo pessoal do empresário há mais de 50 anos.

HOMENAGENS

Após a divulgação da morte do jornalista, diversas homenagens começaram a surgir na internet. O governador do Estado, Renato Casagrande, usou as redes sociais para afirmar que Cacau era um "ícone da comunicação e do turismo" e "teve atuação de destaque na imprensa".
Arnaldinho Borgo, prefeito de Vila Velha, ainda prestou solidariedade aos familiares e amigos. "Nossa moqueca perde seu grande defensor. Assim como o turismo, a cultura e o jornalismo. Cacau Monjardim nos deixou hoje e com ele um pedaço desse bairrismo e amor pelo Espírito Santo. Meus sentimentos aos familiares, amigos e colegas de trabalho", escreveu no Twitter.
Senador pelo Espírito Santo, Fabiano Contarato (PT) também afirmou pelas redes sociais que o intelectual "sempre exaltou o amor pela nossa terra". "Hoje perdemos um grande capixaba. DEfensor do jornalismo, do turismo e da cultura do nosso Espírito Santo, Cacau Monjardim sempre exaltou o amor pela nossa terra. Descanse em paz, Cacau!".

QUEM FOI CACAU

José Carlos Monjardim Cavalcanti nasceu no bairro de Fradinhos, em Vitória, no dia 30 de setembro de 1929. Era casado com Dalila Andrade Cavalcanti e deixou dois filhos, Izabela Monjardim e José Carlos Monjardim Filho, que geraram as netas Mariana, Beatriz e Camila. Apesar de ser bacharel em Direito, ficou conhecido após dirigir jornais, revistas e emissoras do Estado, além de ter pontuado como publicitário, empresário e técnico em turismo.
Presidiu durante cerca de dez anos a Empresa Capixaba de Turismo e a Empreendimentos Minas-Espírito Santo e exerceu as funções de secretário de estado da Comunicação Social, subsecretário de estado do Turismo, subchefe da Casa Civil, diretor do Sistema Financeiro Banestes e secretário municipal de Turismo e Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV).
Como jornalista liderou expressiva fase da imprensa capixaba, assinando colunas diárias como “Coquetel da Cidade” (A Gazeta), “Poltrona B” (O Diário) e “Turismo” (A Tribuna), além de produzir programas radiofônicos, reportagens, artigos e crônicas para jornais e revistas nacionais e internacionais.
No rol de obras publicadas por ele, estão: Turismo e desenvolvimento (1973), Turismo no Espírito Santo (1974), Segredos da cozinha capixaba (1974), Horóscopo turístico (1984), História e estórias da aguardente (1985), Capixaba, sim (1987), Capixaba, hoje mais do que ontem (2006), Sucessos e sorrisos (2010).

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