Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Capixaba
  • GV
  • WhatsApp da discórdia: brigas no aplicativo vão parar na Justiça
200 casos por mês

WhatsApp da discórdia: brigas no aplicativo vão parar na Justiça

Maioria das ações de crimes contra honra refere-se a situações nas redes

Publicado em 25 de Março de 2018 às 21:20

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 mar 2018 às 21:20
WhatsApp Crédito: Arquivo pessoal/Gazeta Online
Em fevereiro deste ano, a pedagoga Bianca Paz, 25, recebeu uma ligação desesperada. A mãe dela tinha recebido em um grupo de WhatsApp do trabalho a informação de que a filha havia sido presa em Minas Gerais acusada de tráfico de drogas.
A acusação se espalhou por Aracruz, Norte do Estado, cidade onde ela vive, e desde então provoca danos na vida da jovem. Com dificuldade até de encontrar emprego, ela procurou a Justiça para tentar encontrar uma solução para a questão.
Bianca não está sozinha. Como a dela, mais de 200 ações por calúnia, injúria e difamação chegam ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) todo mês. Apenas nos primeiros meses deste ano, já foram registradas mais de 700 ações desse tipo, a maioria ocorreu por situações nas redes sociais.
A informação falsa sobre Bianca circulou rapidamente por grupos e por mensagens através do aplicativo.
Mesmo tendo passado os dias seguintes à divulgação se explicando para familiares e amigos, Bianca passou a sofrer com os olhares de reprovação nas ruas. “Teve um dia em que eu fui ao banco pagar uma conta. Quando percebi, todos estavam me encarando e olhando pra mim. Fui embora chorando”, conta.
Ela completa a lembrança ruim: “Aracruz é uma cidade pequena, então eu dava dois passos nas ruas e alguém me parava para falar dessa mensagem. Chegou uma hora que eu não queria mais falar do assunto, não queria mais cumprimentar ninguém”.
Bianca procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por injúria, calúnia e difamação.
“A gente vive na era da internet. Ficamos o tempo todo no limite do que é ofensa e do que é a manifestação de uma opinião”
Rivelino Amaral, advogado
Ela procurou ainda a advogada Lorrany Oliveira para entrar com um processo pedindo indenização por danos morais à pessoa suspeita de ter originado a mensagem falsa.
“Foi um estrago muito grande. Estou tendo até que fazer tratamento psicológico. Minha mãe, meu pai e minha irmã sofreram constrangimento no trabalho, foi horrível”, relata a jovem.
AMEAÇA
Em Cariacica, uma técnica em saúde bucal de 24 anos também procurou a Justiça após receber ameaças e xingamentos pelas redes sociais. No caso dela, a responsável pelos crimes é conhecida e não deixa de mostrar o rosto.
Ela chegou a ser condenada por ameaça no início deste ano. No entanto, a vítima alega que as ameaças continuam mesmo após o fim do processo. “Ainda tenho medo de sair na rua e encontrar com ela”, diz.
DEPOIMENTO
“Falava para eu tomar cuidado, que ia me bater”
“Começou em setembro de 2016. A ex-namorada do meu atual namorado usou as redes sociais para me ameaçar e falar mal de mim. Falava para eu tomar cuidado, que iria me bater e eu não teria ninguém para me ajudar. Também me xingava. Entrei com um processo e ganhei este ano. Mas ela voltou a me ameaçar depois disso. Ainda tenho medo de sair na rua e encontrar com ela.”
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Polícia Federal
Morador de Vargem Alta é alvo de operação da Polícia Federal
Helô Pinheiro e o “A Vovó de Ipanema”, livro que traz histórias vividas à beira-mar
A eterna Garota de Ipanema lança seu primeiro livro no ES
Abel Ferreira e Leo Jardim
Abel Ferreira e Jardim viram opções para treinar o Sporting, em crise em Portugal, diz jornal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.