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Vila Rubim: dono de loja incendiada terá que reformar imóveis afetados

Segundo a Defesa Civil de Vitória o proprietário foi notificado nesta segunda-feira (23) e terá um prazo de cinco dias para iniciar os trabalhos

Publicado em 23/09/2019 às 15h04
Atualizado em 23/09/2019 às 18h47
Os oito imóveis interditados pela Defesa Civil de Vitória por conta do incêndio na loja de couros na Vila Rubim não tem prazo para ser liberados. Crédito: Vitor Jubini
Os oito imóveis interditados pela Defesa Civil de Vitória por conta do incêndio na loja de couros na Vila Rubim não tem prazo para ser liberados. Crédito: Vitor Jubini

Os oito imóveis interditados pela Defesa Civil de Vitória, após o incêndio em uma loja de couros na Vila Rubim, no Centro, ocorrido na última sexta-feira (20), continuam fechados sem prazo de liberação. A informação é do coordenador da Defesa Civil da capital, Jonathan Jantorno, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (23).

Além da loja de couros e do galpão do estabelecimento que ficava nos fundos, uma casa foi completamente destruída, outras três casas tiveram paredes danificadas. O prédio de 11 andares também teve a lateral afetada pelo fogo, mas a estrutura do imóvel não foi abalada, precisa apenas de reforma. No prédio de quatro andares que fica ao lado da loja, uma laje ameaça desabar e precisa ser retirada. Já no sobrado de dois andares, precisa ser feito o escoramento de um mezanino.

Diante da situação, Jonathan Jantorno afirma que não há uma previsão de quando todas essas intervenções serão feitas. 

“O prédio de 11 andares, com 22 apartamentos, teve toda a sua lateral danificada. A estrutura do prédio propriamente dita não foi abalada, não há risco de colapso. Porém, ele precisa de reforma e recuperação. Quando esses moradores vão retornar? Após a reforma desse prédio. O prédio ao lado, de quatro andares, não foi atingido, mas existe uma laje atrás com risco de desabar. Após o escoramento e a retirada dessa laje, esse prédio vai ser desinterditado. O prédio mais à esquerda, o sobradinho de dois andares: após a conclusão de todo rescaldo que está sendo feito pelos bombeiros, e o escoramento de um mezanino dentro da área que foi danificada, a gente vai fazer uma avaliação para liberação. Na parte dos fundos, um imóvel foi totalmente danificado, e vai ter que ser reconstruído. E três imóveis tiveram as suas paredes danificadas. Então, assim que forem reconstruídas essas paredes, as pessoas vão poder voltar para dentro de casa. Lembrando que toda intervenção a gente indicou no auto de intimação de interdição, que deve ser acompanhada por uma equipe técnica qualificada. E, após a conclusão, a equipe da Defesa Civil vai voltar, fazer uma avaliação, verificar se realmente o risco foi eliminado, para liberar a área."

De acordo com Jantorno, o proprietário da loja onde o fogo começou terá a responsabilidade de realizar as ações emergenciais no local. Ele foi notificado na manhã desta segunda-feira (23).

“Hoje pela manhã notificamos o proprietário, a área foi interditada oficialmente por documentos da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), e o proprietário deve iniciar as ações emergenciais para poder restabelecer a normalidade do local. As ações são escoramento de lajes que correm risco de desabar, a recuperação dos imóveis atingidos e realocação dessas famílias. Após essas ações realizadas, que ainda não têm um prazo para finalizarem, até porque ele vai ter que contratar uma empresa, contratar especialistas pra fazer essa avaliação, aí sim a gente vai retornar para reavaliar todo o cenário de risco e verificar a possibilidade de liberar ou não aquela área."

O coordenador da Defesa Civil de Vitória disse que o proprietário do imóvel tem um prazo de até cinco dias para iniciar as ações no local.

“Na verdade não é documento, na verdade a intimação é para iniciar as intervenções propriamente ditas. O prazo mínimo da prefeitura é de cinco dias. É um prazo previsto por lei, até porque ele vai ter que contratar uma empresa, ele não vai poder levar qualquer profissional lá para reabilitar aquele cenário, tendo em vista que foi um incêndio de grandes proporções."

Jantorno não quis estipular um prazo para as áreas serem totalmente reconstruídas.

“O prazo é da empresa. A empresa vai avaliar, vai fazer um projeto de reconstrução da área e vai delimitar esse período, o prazo de execução. Eu não consigo precisar isso”.

O dono da loja de couros, Moisés Alves da Cruz, de 53 anos, afirmou que vai realizar todas as intervenções determinadas pela Defesa Civil de Vitória. A limpeza da loja ele afirma que já começou. Um trator e uma caçamba foram contratados para fazer o serviço. 

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