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Quais são os sintomas do sarampo

Segundo o infectologista Crispim Cerutti Junior, os primeiros sintomas são bem semelhantes a de uma gripe forte

Publicado em 14/08/2019 às 11h35
Atualizado em 23/08/2019 às 22h41
Manchas avermelhadas, em erupções cutâneas, estão entre os principais sintomas do sarampo. Crédito: Romolo Tavani/Shutterstock
Manchas avermelhadas, em erupções cutâneas, estão entre os principais sintomas do sarampo. Crédito: Romolo Tavani/Shutterstock

Pra quem acredita que as pintinhas vermelhas são os primeiros sinais do sarampo, pode estar se enganando. Segundo o infectologista Crispim Cerutti Junior, os primeiros sintomas são bem semelhantes a de uma gripe forte. “Na manifestação mais plena, lembramos das pintinhas. Mas os primeiros sintomas são os sintomas catarrais, é como se a pessoa estivesse evoluindo para uma gripe forte. O nariz fica congesto e, geralmente, tem conjuntivite junto”, descreveu.

VEJA OS SINTOMAS

TOSSE: intensa e com catarro;

CONGESTÃO NASAL: o famoso “nariz entupido” com coriza que aparece quando em resfriados e gripes;

CONJUNTIVITE: inflamação nos olhos que gera coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Ela aparece em muitos casos de sarampo, segundo o infectologista;

FEBRE: forte e alta é o mais comum. “Mas pode ser que a febre comece mais leve e evolua. O padrão de febre é variável, mas geralmente é acima de 38 graus”, descreve o infectologista Crispim Cerutti Junior;

MACHAS VERMELHAS: elas começam na região da cabeça e vão se espalhando até chegar aos pés. São manchas bem chamativas e são os últimos sintomas a aparecer, cerca de três ou quatro dias após os primeiros sintomas.

TRATAMENTO POSSÍVEL

Em caso de dúvida, é fundamental procurar o serviço de saúde para fazer o diagnóstico, porque esses sintomas são comuns a várias outras enfermidades.

A médica infectologista Martina Zanotti explica que não existe um tratamento específico para o sarampo, que é uma doença muito grave. O que é possível fazer é tratar os indícios dela no corpo.

Martina Zanotti

O médico vai examinar clinicamente o paciente e orientar quais são os medicamentos a serem tomados para combater os sintomas

ISOLAMENTO

A médica alerta ainda que o sarampo é extremamente infeccioso: é transmitido por tosse, espirros, fala ou respiração. O poder de contágio é alto porque os vírus ficam suspensos no ar por até duas horas. Por isso, a infectologista ressalta que é recomendado evitar o contato com outras pessoas, principalmente depois do surgimento das manchas avermelhadas, para evitar que a doença se espalhe.

“A pessoa precisa ficar isolada nos quatro dias seguintes ao início do surgimento das manchas vermelhas, que é o momento mais contagioso”, esclarece a médica. As manchas costumam começar a surgir no pescoço e na cabeça.

O tratamento dos sintomas do sarampo é feito com bastante hidratação e medicamentos direcionados para o quadro específico de cada paciente. Não há nenhum medicamento contraindicado. As manifestações da doença no corpo costumam desaparecer entre 7 e 10 dias depois do início da medicação.

RISCO DE MORTE

Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo pode levar a mortes, principalmente em crianças e bebês menores de um ano de idade. Martina Zanotti alerta que a doença é especialmente grave em quem nunca foi vacinado. “O sarampo pode deixar a pessoa suscetível a outras infecções, como pneumonia, porque o sistema imunológico fica prejudicado. Em casos extremos, até o cérebro pode ser afetado”, adverte.

A identificação dos quadros mais avançados da doença são diagnosticados pelo médico por meio da presença dos sintomas mais graves, como falta de ar, batimentos cardíacos acelerados, dores de cabeça fortes, tonteira e febre muito alta.

Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. . Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. . Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

PREVENÇÃO? SÓ VACINA

A única forma de prevenir a doença é a imunização através da vacina tríplice viral, que é distribuída gratuitamente pelo Ministério da Saúde. Ela previne contra três tipos de vírus: sarampo, caxumba e rubéola. 

“As doenças que estavam erradicadas podem voltar por conta de uma defasagem na imunização, então é importante estar com a vacinação em dia, para que a gente possa evitar que o sarampo chegue no Espírito Santo como está chegando nos outros estados”, reforça Zanotti.

É necessário tomar duas doses e registrar na caderneta de vacina entre os 12 meses e os 29 anos de idade. Pessoas entre 30 e 49 anos precisam tomar uma terceira dose. A vacina só não é indicada para gestantes, pessoas que já estão com suspeita de sarampo, menores de seis meses de idade e pessoas com sistema imunológico fragilizado.

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