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Protesto contra a Vale movimenta o Atlântica Parque neste domingo

Manifestantes foram de preto para protestar contra os desastres de Mariana e Brumadinho

Publicado em 03/02/2019 às 10h49
Manifestantes fizeram protesto contra Vale no parque inaugurado pela empresa em Camburi . Crédito: Bernardo Coutinho
Manifestantes fizeram protesto contra Vale no parque inaugurado pela empresa em Camburi . Crédito: Bernardo Coutinho

Um grupo de 50 pessoas fez, na manhã deste domingo (3), uma manifestação contra a Vale no Atlântica Parque, construído pela mineradora no final da Praia de Camburi como uma forma de compensação por danos ambientais causados pela empresa. O protesto foi organizado pelas redes sociais. Durante o protesto, os manifestantes ecoaram gritos de "não foi acidente" e chamaram a Vale de "criminosa". O grupo carregava uma faixa preta e lembrava das vítimas do rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho e da barragem da Samarco, que tem a Vale como uma de suas controladoras, em Mariana.

"Um minuto de silêncio pelas vítimas de Mariana, de Brumadinho, do pó preto e de todo o dano ambiental causado pela Vale", pediu uma das organizadoras.

A manifestação foi organizada pelas redes sociais. O parque, que já está aberto, seria inaugurado neste domingo (02), mas a festa foi cancelada pela mineradora após a tragédia. Os manifestantes foram convocados a comparecer vestidos de preto, segundo uma de suas organizadoras, a advogada Elizângela Melo. "Simbolizando o luto pelas famílias que perderam tudo, pelas pessoas que morreram, por Mariana, pelo meio ambiente aqui, pelo descaso com o meio ambiente", lamentou.

O pó preto, que é a mistura das partículas de minério de ferro e carvão que passam pelo Porto de Tubarão, também foi alvo do protesto. O biólogo e ambientalista Edson Valpassos passou minério no corpo e no rosto para ir à manifestação.

"A melhor forma de chamar atenção para quem não enxerga é mostrar como é que a Vale polui a praia e para explicar que esse parque aqui é uma compensação ambiental pelos danos causados pela Vale na praia e em Vitória como um todo", justificou o biólogo.

O biólogo e ambientalista Edson Volpassos passou minério no corpo para protestar. Crédito: Caíque Verli
O biólogo e ambientalista Edson Volpassos passou minério no corpo para protestar. Crédito: Caíque Verli

Depois de caminharem pelo parque, os manifestantes rezaram um Pai-Nosso e aplaudiram o trabalho dos bombeiros que atuam no resgate dos corpos, em Minas Gerais.

Procurada, a Vale enviou nota dizendo "respeitar o direito de livre manifestação e lamentar profundamente o rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais". Segundo a nota, a empresa "está empenhando todos os esforços no socorro e apoio aos atingidos".

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