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Gasto de R$ 13 milhões

Cada vaga de estacionamento no Cais das Artes custa, até agora, R$ 72 mil

Desapropriações de oito imóveis para a construção do estacionamento custou R$ 13,4 milhões ao governo

Publicado em 14 de Novembro de 2018 às 01:19

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 nov 2018 às 01:19
Espaço dos terrenos que foram desapropriados para construir o estacionamento, na Enseada do Suá Crédito: Vitor Jubini
Oito imóveis foram desapropriados na Enseada do Suá, em Vitória, para a construção do estacionamento do Cais das Artes. Só com a compra das propriedades foram gastos R$ 13,4 milhões. Como nada foi feito no local desde 2010, uma das casas adquiridas acabou abrigando a Delegacia Especializada de Antissequestro, que foi interditada pela Defesa Civil Estadual por problemas estruturais. A estrutura é a única que falta ser demolida após as desapropriações.
A área dos imóveis desapropriados totaliza, segundo o Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes), 4,6 mil m2, o que deve resultar em 184 vagas, se não for feito no local nenhum edifício-garagem. O cálculo foi feito levando-se em conta um padrão médio de 25 m2 por vaga independente (solta), conforme explicou o engenheiro civil Eduardo Borges.
Isso nos leva a um valor básico de cada vaga em torno de R$ 72 mil, só com a compra dos imóveis, sem considerar o custo das demolições e de construção do estacionamento. De acordo com Borges, que é proprietário da empresa Reserva Negócios Imobiliários, o custo de uma vaga extra em prédios, no mesmo bairro, é de quase a metade deste valor. “Dependendo da localização, uma vaga extra custa entre R$ 30 a R$ 50 mil, na Enseada do Sua”, relatou.
HISTÓRICO
As desapropriações foram alvo de protestos, em 2010, quando o governo fez a publicação dos decretos. Ao todo, havia a intenção de se adquirir um total de nove imóveis. Ocorre que um dos moradores, surpreendido com a decisão, não aceitou se mudar do local e conseguiu reverter a situação, com um novo decreto, segundo relatos do proprietário, cancelando a desapropriação.
Os demais proprietários (oito) tiveram suas áreas desapropriadas, sendo duas delas por via judicial. Os pagamentos pelas áreas aconteceu entre 2012 e 2013. A exceção é o prédio ocupado hoje pela Delegacia Especializada de Antissequestro, que custou aos cofres públicos pouco mais de R$ 3 milhões.
O imóvel terá que ser demolido para a construção do estacionamento mas, mas por falta de manutenção acabou apresentando graves problemas estruturais e, em decorrência disso foi interditado pela Defesa Civil Estadual após a realização de inspeções feitas pela Promotoria de Controle Esterno da Atividade Policial do Ministério Público Estadual (MPES).
O estacionamento do Cais das Artes ficaria próximo à Praça do Papa, empreendimento municipal que conta com cerca de 500 vagas.
OBRA
No último mês de julho, em entrevista a rádio CBN Vitória, o governador Paulo Hartung relatou que as obras do Cais das Artes, paradas desde 2015, seriam retomadas em dezembro deste ano. Haveria ainda um gasto de R$ 100 milhões a mais para a recuperação de equipamentos, pontos da estrutura e conclusão das obras. O valor, somado ao que já foi gasto, totalizaria R$ 229 milhões.
Mas, no último mês de outubro, o próprio governo suspendeu a licitação para contratar a empresar que retomaria a construção. a justificativa foi de que precisavam ser feitas “adequações no edital”. Não há novas previsões para a obra que, por último, chegou a ser prometida para 2020.
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