Entre os milhares de fiéis que participam da Festa da Penha, o maior evento religioso do Espírito Santo, algumas histórias de devoção e curiosidades se destacam. Uma delas é da moradora de Vila Velha Mariana Alvarenga, de 39 anos, que tem a Festa da Penha não apenas com um evento no calendário, mas uma parte fundamental de sua vida.
Devota de Nossa Senhora da Penha, Mariana diz que a relação com a Santa é ainda mais especial, pois ela mora na Prainha, aos pés do Convento, e participa da Romaria dos Homens há dez anos. O percurso reunião uma multidão neste sábado (11). Nos últimos três, conta com a companhia do namorado, Marcelo Ferreira.
A experiência do casal na caminhada de 14 quilômetros da Catedral de Vitória até a Prainha, em Vila Velha, ganhou um novo acessório nesta edição, indispensável após terem passado dificuldades no ano anterior. Marcelo recorda que, ao chegarem para a romaria, perceberam que haviam esquecido a única garrafa de água que traziam dentro de um carro de aplicativo. O que se seguiu foi um teste de resistência física e de fé.
Ao decidirem seguir a imagem caminhando, o casal não conseguiu encontrar pontos de distribuição de água disponíveis no trajeto. "Quando a gente passou a Segunda Ponte, a boca já tava secando, rezando com a boca seca", relembra Marcelo.
Para evitar que o sofrimento se repetisse, o casal decidiu investir em tecnologia esportiva para expressar sua devoção. Eles passaram a utilizar mochilas de hidratação, que permitem carregar cerca de dois litros de forma prática nas costas.
Para Marcelo, a aquisição foi estratégica: "Um dos melhores investimentos que a gente já fez", afirma.
Mariana reforça que, após as dificuldades impostas pela pandemia, ver a romaria crescer e estar presente nela com saúde e estrutura é uma experiência "mágica".
Para mim é muito especial estar aqui fazer parte da romaria todos os anos. É muito importante pra mim. Essa é uma agenda anual, não tem programação que me impeça de estar aqui.
Trajeto
A Romaria dos Homens é um dos pontos altos da Festa da Penha, um dos maiores e mais antigos eventos religiosos do Brasil, realizado desde 1570 no Espírito Santo. Ao todo são 14 quilômetros de peregrinação que, apesar do nome, também conta com a participação de mulheres, crianças e idosos. Neste ano, o tema da festa, “Fazei de nós instrumentos da Paz”, simboliza o acolhimento, a maternidade e a proteção da santa padroeira do Estado.