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Tentando conter inflação, Banco Central aumenta Selic para 6,25% ao ano

Esse foi o o quinto aumento consecutivo da taxa básica de juros brasileira e era esperado pelo mercado financeiro

Publicado em 22/09/2021 às 18h57
Selic
Selic. Crédito: Fotoarena/Folhapress

Para tentar conter a crescente escalada da inflação no país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic nesta quarta-feira (22) em 1 ponto percentual. Com isso, a taxa básica de juros do Brasil passa de 5,25% ao ano para 6,25%. Trata-se do maior patamar da Selic desde junho de 2019, antes da pandemia do coronavírus.

A alta foi igual à sinalizada pela autoridade monetária na reunião anterior, de 1 ponto percentual, e está na linha do que esperava o mercado financeiro. Esse é o o quinto aumento consecutivo dos juros. Com a decisão desta quarta, o BC mantém o ritmo do ciclo de aperto monetário.

A principal justificativa do Copom é a contenção da inflação. Desde o fim do ano passado, os preços no país sobem em escalada, inicialmente puxada por alimentos e depois por combustíveis e energia.

"Nos últimos meses os preços dos serviços cresceram a taxas mais elevadas, refletindo a gradual normalização da atividade no setor, dinâmica que já era esperada. Adicionalmente, persistem as pressões sobre componentes voláteis como alimentos, combustíveis e, especialmente, energia elétrica, que refletem fatores como câmbio, preços de commodities e condições climáticas desfavoráveis", diz o comunicado.

No acumulado dos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 8,99% bem acima do teto da meta (5,25%).

Na decisão, o Copom observou que "no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista.".

A taxa é usada pelo Banco Central como ferramenta para controlar a inflação, já que a alta ou a queda dos juros influencia o consumo das famílias e a tomada de crédito no país.

Em linhas gerais, quando a inflação está alta, aumentam-se os juros para reduzir o consumo e forçar uma queda nos preços. Quando a inflação está muito baixa, o Banco Central reduz a Selic para estimular o consumo.

A Selic é a taxa de juros básica do Brasil, ou seja, é a referência usada para o pagamento da dívida pública pelo governo. Ela também influencia as demais taxas de juros dos bancos e altera a rentabilidade de algumas aplicações financeiras como a poupança e outros investimentos mais conservadores.

Para a próxima reunião, o Comitê já prevê outro ajuste da mesma magnitude de 1 ponto percentual. "Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado um ciclo de elevação da taxa de juros para patamar acima do neutro".

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