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Publicado em 31 de julho de 2025 às 17:39
Na lista de produtos isentos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros, o aço tem participação importante na economia do Espírito Santo. Em volume de negócios, representou, no ano passado, mais de um terço das exportações capixabas para o país norte-americano. >
Mas, mesmo estando na lista de isenção, o produto vai pagar uma taxa de 50% ao ser exportado para os EUA, devido ao fato de os setores do aço e alumínio já terem recebido sobretaxas desde que Trump voltou à Casa Branca. Somadas, as tarifas chegam a 50%. Em razão disso, estar na lista de isenção gerou certo alívio na indústria do aço, visto que a sobretaxa poderia ser ainda maior.>
Mantidas, as tarifas direcionadas aos produtos de aço e alumínio, que atualmente somam 50%, seguem outro decreto, voltado a todos os países com os quais os EUA comercializam e não apenas a ordem executiva que fala sobre as taxas impostas especificamente ao Brasil.>
Segundo dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em 2024, o Espírito Santo exportou US$ 1,092 bilhão em produtos de aço para os Estados Unidos, sendo US$ 880 milhões do segmento de outros produtos semimanufaturados, de ferro ou aços, não ligados e US$ 212,6 milhões do tipo produtos semimanufaturados, de outras ligas de aços. >
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Esse total enviado aos EUA representou 62,7% de todo o aço exportado pelo Espírito Santo no primeiro tipo e 87,7% do segundo.>
Na reunião do comitê formado pelo governo do Estado para avaliar os impactos das tarifas com representantes da indústria na quarta-feira (30), o diretor de Finanças da ArcelorMittal, Paulo Wanick, destacou que o setor de aço estava apreensivo com o anúncio das tarifas, temendo que esses 50% se somassem aos outros 50% que já foram impostos ao produto nos primeiros meses do ano.>
Por isso, recebeu como boa notícia a exclusão. Ele citou que, em razão das tarifas, neste primeiro semestre, R$ 1,2 bilhão de faturamento foi afetado, sendo R$ 600 milhões na planta de Tubarão.>
Uma apreensão destacada pelo diretor foram as possíveis consequências ao mercado pela imposição das tarifas, que acabam deixando o preço do produto mais caro nos Estados Unidos. Wanick destacou ainda a dificuldade de destinar a produção para outros mercados, principalmente em função do perfil do produto que vai para os EUA, que é um aço mais nobre e, consequentemente, mais caro, enquanto outras regiões exigem itens de menor valor.>
Wanick ressaltou ainda a importância de o governo brasileiro não retaliar as tarifas americanas, pois 50% do carvão usado na produção de aço vem dos Estados Unidos, e isso representa 30% do custo da fabricação do produto.>
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